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São Paulo é logo ali

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Um dos temas recorrentes no noticiário nacional dos últimos dias é a matança em São Paulo. E não poderia ser diferente considerando que entre as vítimas fatais estão 90 policiais. Podem dizer que sou sensacionalista, doido ou agitador, mas, pelo que aprendi até hoje, não há outro nome para o fenômeno: é guerrilha urbana. Há outras considerações que, para não ferir susceptibilidades corporativas, deixarei para o futuro. Mas, o a intenção do repórter hoje é a de lembrar, pela enésima vez, às nossas autoridades que a ousadia dos bandidos cariocas e paulistas está sendo copiada por alguns que atuam entre nós. E não preciso fazer força para explicar. Em Campo Belo, no Sul do Estado, bombas jogadas contra a companhia da Polícia Militar destruíram quatro viaturas e três carros particulares. O ataque foi de madrugada, praticado provavelmente por alguém que passou de moto e jogou os artefatos. Já são três os atentados a profissionais de segurança pública naquela região do Estado. Durante o fim de semana o agente penitenciário Dirceu Gonçalves Maia Neto, de 34 anos, foi baleado quando andava de moto numa rua da cidade de Passos. Mesmo atingido por seis tiros, ele continua vivo e reconheceu os agressores como sendo dois homens que já cumpriram pena no presídio daquela cidade (bom lembrar que lá mesmo em Passos, a casa da filha de um delegado foi assaltada, ela e o marido apanharam dos ladrões e ficaram reféns por horas). Já em Três Corações, o agente penitenciário Samuel Mendes Rodrigues foi esfaqueado quando saia de uma festa, e, embora colegas de trabalho tenham efetuado a prisão de um suspeito, há de parte de policiais questionamentos pelo fato de que agentes penitenciários não poderiam deter pessoas – o que me parece inacreditável. Enfim, o que importa é ressaltar que os policiais estão cada vez mais acuados, qualquer ação mais enérgica é prontamente denunciada à Corregedoria, as comissões de direitos humanos marcam em cima, e, diante de uma polícia que já não tem comandos fortes – em função de mudanças nos regimentos e crescimento das oportunidades de defesa dos subordinados  – o que se vê é policial de operações revoltado, outros esperando o tempo da aposentadoria e o quadro só agravando. Vamos acordar gente!