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Sai da frente!

Mas, paralelamente ao sufoco das drogas, assusta-nos a ferocidade do trânsito e o número de vítimas.

20/09/2013 às 01:17

Sabemos do quanto é tênue a linha que separa a vida da morte neste mundo de violência em que vivemos. Não há guerra ou pandemia que mate tanto quanto as chamadas causas externas no Brasil. É compreensível nossa aflição em relação ao avanço das drogas, o envolvimento cada vez maior de mulheres e menores, os enfrentamentos de gangues, as disputas por espaço e as crescentes execuções, cada vez mais recheadas de crueldade e menos cercadas de cuidados – mata-se à luz do dia, dois ou três de uma só vez e com dezenas de tiros.

Mas, paralelamente ao sufoco das drogas, assusta-nos a ferocidade do trânsito e o sem número de vítimas. Nesta semana, um ônibus executivo, em bom estado de conservação, saiu da pista em plena Cidade Industrial e avançou sobre um ponto de ônibus só parando depois de derrubar parte da cobertura, matar um homem e ferir mais 20 pessoas. O motorista disse e as testemunhas confirmaram que ele sentiu-se mal, desmaiou e perdeu o controle do veículo. Então, os holofotes voltaram para o Sindicado dos Rodoviários, cujo presidente, Ronaldo Batista, reafirma dados colhidos por profissionais de saúde ligados à entidade e representantes sindicais dentro das garagens (considerando que as empresas não fornecem dados): mais de 30 por cento dos profissionais têm algum tipo de problema ou de ordem ortopédica – um joelho que não suporta os movimentos de direção por horas – ou psíquica, considerando que muitos deles queixam-se de depressão, síndrome do pânico e outros sofrimentos mentais.

Considerando que a categoria tem cerca de 26 mil profissionais na região metropolitana é de se imaginar que cerca de oito mil motoristas e cobradores de ônibus estão limitados de alguma forma para a execução de suas tarefas e nem todos têm permissão do INSS para ficar em casa. Traduzindo: corremos o risco de um deles surtar a qualquer momento, o que pode ter conseqüências inimagináveis. Quando consideramos que os veículos pesados, como ônibus e caminhões, não são parados em operações policiais há muito tempo (e a verdade é que não há lugar para guardar os que seriam recolhidos por irregularidades) temos de tomar todo cuidado possível ao sair de casa, ainda que seja para cumprimentar o vizinho. Podemos ser vítimas de um ladrão ou atropelado por um veiculo pesado descontrolado. Que vida, hein?

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