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Sacola cheia de maldades

Sacola cheia de maldades

06/05/2013 às 02:13

Quando o vereador Arnaldo Godoy apresentou projeto de lei para proibir as sacolas plásticas tradicionais em Belo Horizonte todos nós comemoramos. Afinal, o mundo inteiro sabe que os recursos ambientais estão exauridos, qualquer criança tem consciência do quanto o plástico demora a decompor na natureza e a situação tende a ficar insustentável se não começarmos a agir diferente.

O prefeito sancionou a lei e começou a correr o tempo para a adaptação. De repente, a lei valendo, com campanha da Associação Mineira de Supermercados e muita confusão: ninguém entre nós consegue dizer qual sacola é a correta; nenhum de nós tem capacidade de distinguir a ecologicamente correta de outra, de mentirinha.

Mas, o pior mesmo é o comportamento dos estabelecimentos em Belo Horizonte. Eles simplesmente transferiram o problema para o consumidor, ignorando todos os transtornos advindos da mudança. No caso das drogarias, a maior rede pelo menos oferece uma pequena embalagem de papel. Em qualquer padaria que a gente vai, junto com o troco a caixa logo pergunta: “Vai querer a sacola?” Na verdade, deveria ser treinada para dizer: “Vai pagar a sacola, ô otário?” É assim que se sente o infeliz comprador, obrigado a aceitar as novas regras do jogo sem sequer discuti-las.

E o Carrefour. Que sacanagem esta multinacional francesa está fazendo! Fica apenas uma moça no caixa (fraca, mal treinada, coitada) com aquela fila de todo tamanho... A própria compradora tem de passar as mercadorias para a esteira, pegar do outro lado e colocar no carrinho... Antes, quem for mais forte arranja caixas de papelão na marra lá dentro do supermercado...

Quem não consegue que se vire para levar carne, queijo, pizza, arroz, tudo misturado até o carro... Quem vai de ônibus? Deus me livre só de pensar! Ah, mas voltando à moça, ela parece exausta (disseram-me que aquelas funcionárias, depois do expediente na registradora, têm de trabalhar na faxina da loja também) e, quando é surpreendida pela falta do código de barras no produto, simplesmente avisa: “Cê poderia ir lá e pegar outro?”

Minha filhinha saiu correndo da primeira vez, machucou a barriga num daqueles corredores... Da segunda vez  eu disse a ela que nem se fosse a última coisa que iria comer no mundo iria lá buscar outro pacote congelado de costelinha... Que absurdo! Que falta de respeito! Essa gente quer é faturar, mais e mais... E conta com o fato de que nós, brasileiros, não desistimos nunca e não reagimos jamais...

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