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Rose explica apego ao cargo público

Rose explica apego ao cargo público

06/05/2013 às 02:13

O tempo e a experiência profissional mostraram-me três tipos de servidores: uns poucos – não mais que 5 por cento  – realizados com sua rotina, caso, por exemplo, do promotor Francisco de Assis Santiago; uma maioria esmagadora de revoltados, penso que mais de 80 por cento do total, porque não vê méritos para quem realmente trabalha, não percebe valorização por atitudes realmente dignas e sofre, sobretudo, vendo apadrinhados (que são os outros 15 por cento) sorrindo com o poder e os melhores salários nos chamados cargos de confiança. É claro que, como em toda regra, há exceções... Concursados do Banco Central estão em outro patamar... Como citei um promotor, vejamos o caso de outro, o Henry, este de Contagem, que atua no polêmico processo de Bruno e companhia. Alguém duvida de que, com a capacidade de articular, com a memória privilegiada e com a firmeza de suas palavras, ganharia muito mais dinheiro numa banca de advocacia? Vá a um daqueles prédios da Cidade Administrativa e escolha um funcionário de nível médio, em uma das importantes pastas de saúde ou educação, e peça-lhe para abrir o coração que você vai ouvir uma alma sofrida e sem perspectivas. Só não partem para outra aqueles que realmente não conseguem ou não têm coragem. Quanto aos de cargos mais expressivos, há um esforço tanto no plano federal quanto em Minas, de se aproveitar talentos que cursam Administração em escolas de governo, mas, quando explode um escândalo como esse mais recente, em São Paulo, a gente não tem dúvidas de que a politicagem é que toma conta dos melhores postos. Vejam: a Rosemary Nóvoa de Noronha até anos atrás era secretária do Zé Dirceu. Depois, virou assessora do Lula e chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo onde estava havia sete anos armando esquemas criminosos de ajuda a interesses indecentes. Dois irmãos, igualmente safados, foram colocados por ela em agências reguladoras que, se funcionarem direito, são essenciais para nossas vidas, mas, com lobby, escoam o dinheiro público. O marido dela também está empregado numa boca boa da Infraero. Quer dizer, às vezes, a gente não entende por que alguém, qualificado, tem tanto interesse pelo serviço público, mesmo não efetivo, seguro... Pilantras como a Rose explicam.

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