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Ricas, poderosas e necessárias

Frequentemente, me pergunto por que quem tem muito dinheiro quer acumular mais, morre de medo de perder e reclama quando a conta lhe é apresentada.

30/08/2013 às 11:11

Frequentemente, me pergunto por que quem tem muito dinheiro quer  acumular mais, morre de medo de perder e reclama quando a conta lhe é apresentada. Eu aprecio os ricos que sabem usar seu dinheiro, sua energia e seus relacionamentos para construir algo importante, duradouro. Quero render graças a três mulheres que poucas vezes entrevistei, mas admiro profundamente. Falo de Dona Lucinha, Ângela Gutierrez e Tereza Guimarães Paes. São três damas que fazem nosso mundo melhor.

Tereza Guimarães preside o Hospital da Baleia e, para quem sabe o que aquela casa santa significa para a saúde dos pobres mineiros, sobretudo as crianças, não é preciso dizer mais nada. Ângela Gutierrez transforma o saudável hábito de colecionadora em contribuição para a história. O museu que conta a origem das profissões e encanta multidões no prédio da antiga estação central é algo sensacional. Agora, além de belíssima exposição de oratórios na antiga cadeia de Tiradentes, ela se prepara para montar o museu de imagens de Santana, que, seguramente, vai emocionar milhões de pessoas. Ângela está sempre pronta para ajudar em outras campanhas, no combate a doenças, estímulo a vacinação, etc. E dona Lucinha? A rainha da gastronomia mineira montou um instituto há mais tempo e faz caridade de forma anônima, mas, agora, todos os que passarem pela Avenida Antônio Carlos, após a entrada do Mineirão e ao lado da antiga Clínica Pinel, verão uma obra fantástica: no lugar de um hospital do coração, dona Lucinha e seus onze filhos estão montando a Casa de Acolhida Padre Eustaquio, um espaço para receber 70 crianças, todas com acompanhante, que ficarão ali por quanto tempo precisarem, enquanto estiverem tratando de câncer na capital.

Uma missa, às 5 da tarde de hoje, marca a inauguração da capela. Em breve, as crianças e os pais terão acompanhamento psicológico e terapeutico, brinquedoteca, biblioteca, sala de informática, sala de cursos para os pais (bordado, artesanato, costura), sala de televisão, auditório, refeitório, lavanderia e também o transporte até os hospitais onde estiverem em tratamento os pequenos hóspedes. Para ganhar uma vaga, basta ter menos de 12 anos e morar há mais de 100 quilômetros da capital. Toda ajuda é bem vinda, mas é proibido falar de partido político.

Ângela, Tereza e Lucinha são chiques de verdade.

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