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Rezando com Guanaes

A amiga Laura compartilhou texto de Nizam Guanaes sobre a importância de rezar. Presente de Natal.

28/12/2015 às 11:23

A amiga Laura compartilhou texto de Nizam Guanaes sobre a importância de rezar. Presente de Natal. Um dos maiores publicitários do país descobriu, assim como outros brasileiros bem resolvidos em questões profissionais e pessoais, a importância de rezar. Agora não mais pela insistência da mãe, importante e definitiva da vida da gente. Imagino que, como muitos de nós, quando criança, Guanaes perguntou quem era Deus e ouviu “Papai do céu”. Estava resolvido. Depois, estudou mais um pouco, conheceu a realidade da vida, das pessoas e das instituições e deve ter ficado meio ressabiado com lideranças religiosas. Falo por mim, que sempre tive dificuldades intransponíveis com padres e pastores, mas, adulto, independente, dono da razão, experimentei rezar com disciplina, assiduidade e descobri o quanto faz bem. E não fico horas... Na verdade, o básico de todas as manhãs é o “Credo” – uma lição de meu padrinho Ari.

O publicitário não reza para ser santo, pois, assim como nós outros, sabe que está muito longe de homens como o Papa Francisco que, com suas atenções voltadas para fora dos muros do Vaticano, torna a igreja mais próxima dos que a fazem. Aliás, “focar” é outra razão que Nizam Guanaes nos dá para rezar... Quem ora tem “foco, discernimento”, diz ele. Você tem dúvidas? Focado no que quer, no fazer o seu melhor, você supera a inveja, o desejo desmesurado de ter mais e mais dinheiro, enfim, “controla a “besta” que tem dentro de cada um de nós”.

Hoje, escrevo para agradecer a Nizam, que admiro muito, e a Laura, que vejo crescer na profissão e na consciência do quanto somos frágeis, metidos a “besta”, incapazes de compreender a grandeza e os mistérios do mundo. Aliás, no texto todo bom do Guanaes a melhor frase é “Acreditar em Deus é bom inclusive porque evita que a gente se ache Deus”. Ouso acrescentar que a fé é o único remédio para evitar que percamos a sanidade mental diante de tanta luxúria (muitas vezes construída à base de exploração e roubo) de um lado e tanta miséria do outro – aqui, entendendo miséria da maneira mais ampla, ou seja, resultado de desigualdades sociais, má distribuição de renda, mas, também, preguiça, falta de apreço ao trabalho, ao estudo e ao esforço.

Rezamos no Natal. Rezemos no Ano Novo para agradecer e deixarmo-nos iluminar, a fim de ler mais Nizam, ouvir mais Francisco, escutar o canarinho chapinha, apreciar o amanhecer na Serra do Gandarela e valorizar os pobres de espírito “porque deles será o Reino dos Céus”. Ah, se possível, que tenhamos forças para textos mais otimistas, saborosos; afinal, para aqueles cujo ofício inclui manusear palavras e emoções a oração de todos os minutos é tão simples como a vida deve ser: “Concedei-nos Senhor, serenidade necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar; coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras”.

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