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Renovar as alianças é preciso

Quero dividir hoje com o maior número possível de pessoas o texto do meu amigo Luís Borges, publicado em seu blog “Observação e Análise”.

17/11/2014 às 05:54

Quero dividir hoje com o maior número possível de pessoas o texto do meu amigo Luís Borges, publicado em seu blog “Observação e Análise”. É um lenitivo para os que – como eu – já passam de três décadas no casamento e se sentem dinossauros diante da facilidade com que as pessoas casam e separam num mundo marcado pelo excesso de intolerância:

“Na semana passada me encontrei com Azarias Pedro, um antigo colega do início da minha carreira, que eu não via há muito tempo. Fizemos o clássico cumprimento, carregado de satisfação pelo reencontro. Depois dele, Azarias disparou a falar. Em resumo, seu casamento de 30 anos com Ana Telma acabou. Foi ela quem pediu a separação, irrevogável, alegando que não aguentaria mais esperar pelo dia em que a morte os separaria. Meu colega estava queixoso. Contou que hoje mora num pequeno barracão, nos fundos da casa do filho mais velho, vive do salário de professor aposentado pelo INSS. Foram muitas informações em poucos minutos. Tentei respirar, perguntei pelas causas. Ele disse que era complicado, que fora engolido pela mesmice, pela escassez de diálogo, acentuada com a passagem do tempo. Tentei continuar a conversa, compartilhar algo sobre a minha trajetória, mas meu colega estava sem tempo e partiu.

Azarias me deixou pensando na história dele, no conjunto de causas que fizeram parte do processo que levou o casal àquele resultado. Indagava-me sobre quais poderiam ser as causas fundamentais, mesmo não tendo fatos e dados para alimentar minhas ilações. Foi aí que me lembrei do sermão feito pelo padre durante a cerimônia religiosa do casamento de Thais e Thiago, em setembro, na Catedral da Boa Viagem, em Belo Horizonte. Essencialmente, o padre se referiu ao tema do Evangelho, que tratava da transformação da água em vinho nas Bodas de Caná. O padre aproveitou para reiterar que, atualmente, vivemos numa sociedade epidérmica onde a profundidade está fora de moda.

Arrematou lembrando a importância das alianças entre as pessoas e a essencialidade da sua permanente renovação. Se for bom aprendermos com os erros e acertos, de preferência dos outros, me pergunto e te pergunto caro leitor: como estão as nossas alianças? Será que estamos praticando verdadeiramente o que significa uma aliança para fazer a união harmoniosa de seres e coisas diferentes entre si e que são muito valiosas para todos os envolvidos no processo? Surge aqui uma oportunidade para a reflexão, que deve ser seguida pela ação, tendo como foco as alianças no amor, na família, nos negócios, no associativismo… Sempre lembrando que não existe processo sem cooperação e sem participação. Infelizmente, se as nossas conclusões nos informarem que estamos omissos e que nossas alianças estão perdendo o sabor, fica o desafio da mudança de atitude enquanto há tempo. Espero que, doravante, os gestos sejam maiores que as intenções, pois o isolamento é tão triste no palacete quanto no barracão”.

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