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Gilsane Fátima Oliveira não é, fisicamente, o que se pode chamar de mulherão.

10/03/2014 às 09:54

Gilsane Fátima Oliveira não é, fisicamente, o que se pode chamar de mulherão. Ao contrário, franzina, fala mansa, morena (para os padrões brasileiros, como é o meu caso, e negra em qualquer outro país) e humilde até no caminhar. É frágil só na aparência. Determinada, persistente e incansável, está de malas prontas para o Rio de Janeiro onde vai cursar Medicina e coroar uma bela história de vida. Menina, ela se encantava com a profissão de auxiliar de enfermagem e a disposição da mãe para cuidar da saúde dos outros. Depois de algumas tentativas nas universidades públicas, e sem sucesso, desistiu do sonho da Medicina para salvar vidas e resolveu fazer Engenharia onde, “com muito esforço”, poderia ser uma boa profissional. Mas, por que não fazer algo próximo do sonho, como Enfermagem? Para Gilsane, seria sofrimento demais. Os irmãos perceberam, incentivaram-na a reagir e ajudaram no que era possível.

E, como os grandes são irrequietos, mesmo cursando Engenharia de Materiais, no CEFET – o que não é para quem quer – ela estudou também para os vestibulares. No final do ano, fez prova na UNESP, UNICAMP, UNIMONTES, UERJ e ENEM. Não foi bem sucedida no ENEM e UNESP, mas conseguiu obter conceito A na UERJ e ir para a segunda fase da UNIMONTES e UNICAMP, “esta foi a minha grande surpresa, pois sinceramente, não imaginava conseguir ser chamada para a segunda fase de medicina do segundo vestibular mais importante do Brasil”.

Quando a UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro liberou a nota do exame discursivo de cada candidato, Gilsane percebeu que não precisava mais lutar nas duas outras faculdades... Bastava respirar aliviada, agradecer a Deus e preparar a mudança. Comemorar? Ainda não, pelo menos por inteiro. Repare no que diz Gilsane, moça pobre de Sabará, orgulho de toda uma família sobre o futuro:

“A aprovação no vestibular de medicina deve ser encarada como uma semente plantada em uma terra seca. Primeiramente, devemos regá-la com dedicação para que o caminho seja preparado a fim de que ela germine. Depois, é preciso arar a terra e retirar as ervas daninhas que surgirão, para que elas não matem a semente. Por fim, permitir que sempre haja luz nesta semente, na esperança de vê-la crescer e frutificar, renascer a cada dia, mesmo que inicialmente essa semente pareça fraca; assim, tenha a certeza de que um dia, os frutos dela serão realidade”.

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