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Queremos ser o país dos noiados?

Queremos ser o país dos noiados?

06/05/2013 às 02:13

De acordo com os dicionários, “noiado” é o sujeito drogado, estressado, confuso. Mas, na voz das ruas, trata-se do cidadão que vive tomado pelo vício das drogas, não consegue mais se relacionar, não tem o chamado “livre arbítrio” em condições de decidir. Repito: essa segunda definição é a do povo, não dos especialistas.

O que importa, hoje, é que uma pesquisa feita pelo Datafolha confirma o que todos já sabiam: 90 por cento dos brasileiros aprovam a internação dos viciados, ainda que eles não queiram. Mesmo os adultos devem ser internados compulsoriamente, disseram mais de 2 mil pessoas de 159 cidades.

Esses anônimos não estão sós: a juíza da Vara da Infância de Belo Horizonte, Valéria Rodrigues, está cansada de repetir; o secretário antidrogas do Governo de Minas, Clóvis Benevides também. Aliás, o secretário chegou a levar um caminhão para a Pedreira Prado Lopes à disposição de usuários que, convidados por ex-viciados, topassem uma internação para tratamento. Foi apenas por uma manhã. Nunca mais disseram por quê. Mas, um passarinho bem informado me contou que a coordenadora de saúde mental da Prefeitura da capital reclamou e o Governo do Estado recuou. Outra intimidação foi a ação que os conselhos regional e federal de Psicologia entraram na Justiça pedindo o fim da intervenção.

Mais ou menos a mesma polêmica que está acontecendo em São Paulo. Tem sido assim. Quando alguém ameaça entrar no problema aparece a turma do contra e tudo continua na estaca zero. E continuamos convivendo com os usuários fora de controle em todo o país num quadro que nos deixa entre os sentimentos de dó e pavor - dó por não ver futuro para jovens totalmente tomados pelo vício e pavor porque a maioria deles é capaz de qualquer coisa para satisfazer o desejo permanente de ingerir mais droga.

É espantoso. E não se restringe a grandes cidades. Os boletins de ocorrência são o retrato fiel da gravidade da situação. Na verdade, no duro mesmo, até ontem nem o governo federal, nem o estadual e muito menos os municípios mineiros trataram o tema como deveriam. Para se ter uma idéia, Belo Horizonte reservou em seu orçamento do ano passado 50 mil reais para as ações de educação, prevenção e combate às drogas. É uma mixaria tão desmoralizante que ninguém sequer sabe se gastaram a “fortuna”...

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