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Quem quer ouvir as verdades?

Que alegria me deu o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg quando, disfarçado de taxista, passou algumas horas ouvindo a opinião das pessoas sobre o governo e a vida

16/08/2013 às 10:21

Que alegria me deu o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg quando, disfarçado de taxista, passou algumas horas ouvindo a opinião das pessoas sobre o governo e a vida. Que tristeza me assolou quando, no mesmo dia, fiquei sabendo que os passageiros eram na verdade figurantes contratados para sua campanha a reeleição. Lá, também, há gente capaz de qualquer jogada de marketing pelo poder. Que pena que a coisa não foi decente... Passei o feriado (em Belo Horizonte) pensando por que os políticos não fazem isso, no cotidiano, para balizarem suas decisões. Como sabemos, os poderosos são cercados de assessores e bajuladores que se esforçam para não contrariar o chefe e, portanto, fazem o possível para evitar discordâncias. Por isso mesmo, quando o governante tem de tomar uma decisão muito importante ele nem sempre conta com a opinião que realmente conta que a do cidadão, do pagador de impostos. 

Um exemplo. Critiquei o fato de o Tribunal de Justiça ter decretado feriadão hoje na capital. Recebi uma nota de que o fórum vai apenas seguir a prática do executivo, considerando o ponto facultativo decretado pelo governador. Então, pergunto: não seria mais benéfico para a população se o presidente do TJ ligasse para o governador para ponderar. Algo do tipo, “governador, as prateleiras estão repletas de processos, pessoas esperam definição de suas vidas, crianças aguardam pensão alimentícia, por que o senhor não repensa?” Quem sabe se o governador não reuniria os mais próximos e proporia: “Vamos fazer diferente, parar com essa estória de folga, respeitar as mães que tiveram filhos mortos e esperam elucidação, considerar os que temem as mortes por gripe, dengue e outras doenças, enfim trabalhar para convencer os cidadãos de que de fato o momento exige esforço de todos?” 

O problema é que os dois chefes dos poderes conversam quando o assunto é, por exemplo, a nomeação de um diretor do BDMG, mas, se há interesse coletivo em jogo fica tudo mais difícil. Seria muito legal se o governador, o presidente do TJ e outras altas autoridades ficassem dentro de um taxi, disfarçadas, ouvindo o que estão pensando aqueles que pagam a conta. Podia até doer, mas, faria um bem danado para a verdadeira mudança que aquelas manifestações pediram nas ruas.

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