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Quem quer meu voto?

Sou do time que leva o voto a sério por acreditar que não há outro caminho conhecido para a mudança da vida hoje e, principalmente, para o futuro...

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Quem quer meu voto?

Sou do time que leva o voto a sério por acreditar que não há outro caminho conhecido para a mudança da vida hoje e, principalmente, para o futuro. Isso não quer dizer que não erre; ao contrário, as decepções são recorrentes nas minhas escolhas como acontece com todos os eleitores em determinadas votações. Agora, me preparo para escolher o futuro prefeito de Belo Horizonte e não vejo um candidato natural. Então, quero tornar públicas as minhas condições para escolher um dos inúmeros pretendentes.

Inicialmente, tem de ter coragem o bastante para exigir – essa é a palavra –, logo depois da posse, mais respeito do governo federal para com a capital dos mineiros. Isso inclui enquadrar os 53 deputados e mais três senadores por Minas que têm se revelado omissos, descomprometidos e indiferentes às nossas grandes causas como Anel Rodoviário e metrô. O futuro prefeito tem de dizer, respeitosa e claramente ao presidente da República que a capital dos mineiros só quer 10% do que tem sido levado para o Rio de Janeiro ou São Paulo nos últimos dez anos.

Além disso, o futuro prefeito tem de prometer que não terá a arrogância de Marcio Lacerda, ou seja, vai conversar com a cidade, respeitando os legítimos representantes dos segmentos econômicos, sociais e culturais, mas se comprometer a continuar com os projetos bem resolvidos da atual administração. Precisamos fechar o ciclo dessa prática horrenda de não dar ênfase a determinadas ações porque elas remetem a outros governantes... Caso do próprio Lacerda, que não tratou como deveria o excelente projeto do Vila Viva, de erradicação das favelas. No entanto, o atual prefeito merece respeito por várias razões e uma delas é a excelência das unidades municipais de educação infantil.

No entanto, no entender desse cronista da vida urbana, nem sempre sensato, mas repleto de amores pelo mais belo horizonte do mundo, o grande mérito de Lacerda é a elaboração de um programa chamado Plano Estratégico 2030. São desafios e metas que podem fazer a diferença, nos entregar uma cidade mais saudável, com mobilidade, segura, próspera, moderna, compartilhada, enfim, sustentável. Nunca é demais lembrar que nossa capital tem 2,5 milhões de habitantes, é nave mãe da terceira maior região metropolitana do Brasil, com 5,2 milhões de pessoas e carências que vão de falta de terreno para novas habitações a um transporte coletivo mais humano.

Não vou descer a detalhes porque as metas dizem respeito a todas as mazelas por nós conhecidas e todos já podemos imaginar: erradicar a extrema pobreza, melhorar o produto interno bruto, melhorar a qualidade de vida urbana, aumentar a oferta e esgoto e manter o atendimento com água tratável, reduzir a mortalidade por doenças crônicas, viabilizar o acesso universal à educação infantil, reduzir a taxa de crimes violentos...

Continuo convencido de que o Brasil não aguenta eleição ano sim ano não... Quem ganhar esse ano, passará 2017 conhecendo a estrutura e, em 2018, já terá de cuidar da eleição para governador, presidente e deputado. Acho um crime contra a administração pública. Se a gente conseguir obrigar os políticos a seguirem uma cartilha, um programa, a ter continuidade, há esperança... E enquanto há esperança, a gente respira!