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Queda de viaduto pode render júri popular

Depois de ouvir mais de 80 pessoas e reunir informações em cerca de 1.200 páginas, o delegado Hugo e Silva deve pedir o indiciamento de cerca...

06/04/2015 às 11:17

O inquérito criminal sobre a vergonhosa tragédia de 3 de julho do ano passado, quando o viaduto “Batalha dos Guararapes” caiu na Avenida Pedro I e matou duas pessoas, deve ser concluído esta semana. Portanto, até lá, além do delegado que o preside, ninguém pode adiantar detalhes. Mas, se a função do delegado é investigar, a do repórter é fustigar e, acreditem, dois dos indiciados podem ir parar no Tribunal do Júri.

Como já antecipado neste espaço, depois de ouvir mais de 80 pessoas e reunir informações em cerca de 1.200 páginas, o delegado Hugo e Silva deve pedir o indiciamento de cerca de 10 pessoas. Agora, consegui uma informação de que dois engenheiros podem ser enquadrados por crime com dolo eventual – aquele em que o agente age em busca de um resultado, mas, admite, aceita, sabe que poderá resultar em outra consequência. 

Seriam um profissional da “Consol”, que assinou o projeto de cálculo, e outro da “Cowan” que admitiu correr os riscos realizando a obra em condições não ideais – possivelmente por quantidade insuficiente de ferragem nas vigas de sustentação. São apenas especulações, que me permito fazer a partir de informações de pessoas que estiveram perto das investigações e também de alguns dados que vazaram nesses últimos nove meses. E é exatamente pelo transcurso de tanto tempo que ouso especular; afinal, ninguém tolera mais tanta demora na definição de responsáveis até porque dois outros viadutos, na mesma avenida, erguidos na mesma época, com projeto e execução das mesmas empresas, apresentaram problemas em sua estrutura. Claro que poderemos ter surpresas como, por exemplo, a responsabilização de alguém da Sudecap, ou até da Prefeitura considerando que, quando do acidente, não havia profissional responsável pela fiscalização do que estava sendo feito – algo obviamente necessário até quando a gente vai fazer um puxadinho em casa.

Aconteceram duas mortes; não foi acidente. Assim, alguém terá de responder pelos homicídios. E o melhor lugar para tratar de crimes contra a vida é o Tribunal do Juri. Ali, a gente vai saber se foi omissão irresponsável ou economia criminosa.

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