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Que dia!

É verdade que não há preço para certas coisas. A primeira vez a gente nunca esquece. Mas, os vexames também ficam! O 8 de julho de 2014 é como ex

08/07/2015 às 11:19

É verdade que não há preço para certas coisas. A primeira vez a gente nunca esquece. Mas, os vexames também ficam! O 8 de julho de 2014 é como ex-mulher ou ex-marido... Para sempre! Na véspera, eu tinha certeza de que não iria ao Mineirão; aliás, desde que a Copa do Mundo foi anunciada para o nosso país, não passou por minha cabeça ir ao campo. Pela televisão é mais cômodo, sossegado, é mais prudente considerando que a violência insiste em nos tirar da rua, da festa.

Na noite anterior, o amigo João Vitor Xavier me ligou perguntando se estava interessado em ir. Disse que seria um presente e tanto porque minha mulher havia manifestado interesse exatamente na véspera. Lá fomos nós, ela e eu e mais algumas dezenas de milhares de mineiros, baianos, ingleses, argentinos, alemães... O mundo estava representado! Prometi que esqueceria minha decepção (que não cessa) com aquela obra de reforma do estádio, linda por dentro e de péssimo gosto por fora, com concreto desértico, difícil acesso a tudo, sem área de estacionamento... Uma fortuna gasta para piorar o ambiente da Pampulha. Prometi que perdoaria qualquer falha de organização, algum exagero de torcedor, afinal, era um dia especial, daqueles que têm de ficar no lado bom da memória.

E tudo corria bem, muita alegria, confraternização, felicidade padrão Fifa!

Então, o jogo começou. E era um gol atrás do outro, ninguém entendia, parecia brincadeira, sonho, surreal... Menos de 30 minutos, 5 a zero para eles e as brigas pipocaram entre gente até então bem comportada. Minha mulher entrou em pânico – “vamos embora”- deixamos o estádio às pressas, sem esvaziar a bexiga que a cerveja preenchera, encontramos uma fuga em massa nas ruas mais próximas e, já chegando à Antônio Carlos, policiais repreendiam com o vigor necessário um desses arruaceiros travestidos de torcedores. Felizmente havia táxi à vontade.

No carro, o motorista estava espantado, a cidade silenciosa, em casa comecei a voltar ao normal... as redes sociais já repercutindo com a rapidez e a crueldade que lhe são peculiares... Então, revendo lances, entendendo melhor, aqueles 7 a 1 eram verdadeiros... E, pior, não saía da minha cabeça a sensação de que os alemães tiraram o pé para não ampliar a surra. Fim de Copa. Então, aquelas manifestações violentas de um ano antes, o viaduto que caiu, tudo era só preparação para o pior. Um ano depois, fico pensando se aquela derrota nos pênaltis para o Paraguai não evitou o pior na Copa América... Fico pensando muita coisa, mas, com certeza, esquisito igual aquele 8 de julho nunca mais... Que dia! 

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