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Quando vamos acordar?

Quando vamos acordar?

06/05/2013 às 02:13

Aconteceu na periferia de uma cidade do interior mineiro. Um carro da Polícia Militar estacionado em local ermo, altas horas da noite, com os vidros fechados e embaçados, faróis apagados. Um oficial perguntou por que dormiam, mas os homens que ocupavam aquele carro com bancos reclinados e olhos ainda não totalmente despertos disseram que, na verdade, estavam em uma investigação. Foram punidos. Recorreram ao comandante do Batalhão. Perderam. Recorreram ao comandante da região. Perderam. Recorreram ao comandante-geral. Perderam. Recorreram ao governador do Estado.

É isso... O homem que comanda os destinos de 20 milhões de mineiros vai ter de decidir, também, de sua cadeira, se aqueles militares devem ou não ser punidos. Mas, dependendo do que o governador decidir pode ser que a discussão chegue ao papa ou à ONU porque as entidades que representam os militares têm advogados, vereadores, deputados, comissão de Direitos Humanos e um sem número de instâncias para recorrer.

É a realidade. Não que o autor destas linhas defenda a volta àquele regimento autoritário dos anos 90, mas, depois da atitude insensata de alguns coronéis, apoiados na fraqueza de Eduardo Azeredo, o remendo feito por Itamar Franco foi muito pior. Hoje, quem comanda a PM na verdade administra. E politicamente. Não devia ser assim. Estamos estragando um dos maiores orgulhos de Minas – a milícia de Tiradentes.

Ela tem de ser justa sempre, mas forte o bastante para intimidar os maus e estimular os bons. Além da disciplina, existem outras coisas que precisam ser tocadas, mas ninguém tem coragem. Um exemplo? A aposentadoria dos homens aos 30 anos e das mulheres aos 25 anos de serviço não combina com os tempos de hoje. Quem se anima ao debate? Quem tem coragem? Já que ninguém aconselhou o atual governador de que o último reajuste autorizado por ele – mais os já programados até 2015 – turbinariam a folha, que agora alguém encontre meios de ajudá-lo a viabilizar novos concursos, no mínimo para preencher o claro de 7 mil homens e mulheres no efetivo hoje previsto.

Que, sabemos, é pequeno. Será que os secretários de Estado, os deputados, os vereadores, os prefeitos, os oficiais da reserva não veem que a violência está fugindo ao controle em Minas? Será que além de não punir os dorminhocos do interior nós, da capital, estamos proibidos de acordar e fazer a coisa certa, antes que seja tarde demais?

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