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Prevenir continua melhor que remediar

Prevenir continua melhor que remediar

06/05/2013 às 02:13

Faço minhas as palavras de Sandra Starling: “... E me irrita o cinismo com que as autoridades repetem os mesmos mantras sobre o descuido dos moradores; sobre o dinheiro federal que não chegou a tempo; sobre os exageros de São Pedro e toda essa baboseira que encobre o descaso, a falta de planejamento urbano, a falta de solidariedade dos que ocupam cargos executivos em relação a essa multidão de sobreviventes anuais”. A propósito, quero (mais uma vez) dizer aqui que quase sempre meus textos contêm pensamentos e afirmações de outras pessoas, dos quais me aproprio com a devida vênia. Ontem, por exemplo, conversava com o consultor Luís Borges, figura altamente espiritualizada e que dá cursos de engenharia de manutenção hospitalar e industrial. Com a autoridade de quem conhece os caminhos ele afirma que precisamos deixar de lado a ação corretiva para poupar vidas e dinheiro com atitudes preventivas e preditivas. Isso mesmo. Além de prevenir, precisamos saber que um viaduto tem vida média de 10 anos; então, depois de nove, ir lá, verificar, usar os sentidos... É, ouvir, cheirar, ver, tocar numa parede que, se estiver quente hoje e muito quente amanhã estará nos dizendo algo. O que Luís quer dizer, o que irrita Sandra, o que me deixa encabulado é por que não aprendemos. Patrus Ananias nos deu dois exemplos. Um deles o Vila Vila, que é acabar com a área de risco sem tirar as raízes dos que ali moram, alocando-os em moradias verticalizadas; assim, o morador não se sentiu expulso e voltou e a vida melhorou para todos, que têm policia na porta, carta no portão e pizza na sala, escola perto de casa, dignidade enfim... Não houve mortos na Serra, nem no Morro das Pedras ou qualquer outro aglomerado onde o programa está implantado. Outro: Patrus mandou retirar vinte centímetros da camada de asfalto nos principais corredores de trânsito e fez asfalto novo, nunca mais vimos a buraqueira de sempre ali... Por que a gente não faz a coisa certa? Por que, passada a chuva, agora, em vez de jogar o montinho de asfalto no buraco a gente não faz o serviço direito? Por que não fazemos a manutenção preventiva e preditiva e continuamos na corretiva ou “quebrativa”? A propósito, alguém precisa dizer para os ministros ficarem em Brasília porque cada caso contrário vão gastar mais com as visitas às áreas devastadas que os 30 milhões que o governo federal promete mandar...

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