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Prejuízos não contabilizados

Com o crescimento desmedido da violência, vez por outra as pessoas discutem estatísticas e, sempre que elas apontam um mínimo de alteração favorável, são usadas pelos governos para tentar sensibilizar a população e diminuir a insegurança subjetiva.

02/10/2013 às 11:54

Com o crescimento desmedido da violência, vez por outra as pessoas discutem estatísticas e, sempre que elas apontam um mínimo de alteração favorável, são usadas pelos governos para tentar sensibilizar a população e diminuir a insegurança subjetiva. O problema é que ainda em 2003 um centro de monitoramento da UFMG fez pesquisa na capital e constatou que – já àquela época – 70 por cento das vítimas de furtos e roubos não registravam o fato, pelos mais diversos motivos, mas, sobretudo, pela falta de tempo e a convicção de que não haveria apuração, resultados, etc...

 Todo dia tempos provas claras de que a situação está fugindo ao controle das autoridades. E não há uma só pessoa que não ouça relatos de abusos, seja o assalto, a ameaça ou agressão física. Num só posto de saúde de Betim dois médicos foram atacados na semana passada, quando deixavam o trabalho. À noite, foi uma doutora que se viu diante de um revolver, ouviu ameaças e teve de entregar tudo o que tinha - inclusive as chaves do carro. Antes, no fim da tarde, o endocrinologista Bruno Cortes Gonçalves foi vitima de dois assaltantes que levaram o carro, um Pálio de placas HLN – 7064. Depois de procurar uma delegacia de polícia e registrar queixa, sem esperança de ter de volta veículo e pertences, o médico ainda tem de se preocupar porque documentos roubados podem ser usados indevidamente, complicando sua situação profissional. Afinal, os bandidos levaram dois talões de receituário azul (medicação controlada) com nome e endereço do consultório; carteira de identidade profissional; carimbos com nome e CRMMG 37.133; carteira nacional de habilitação; documento do veículo (PALIO PLACA HLN7064); carteira de usuário do plano de saúde Unimed; cartões de visita com seu nome, CRM e telefones dos consultórios e ainda o telefone celular.

A pergunta que está na cabeça do doutor Bruno e de uma infinidade de outros brasileiros que são vítimas todos os dias das mais bárbaras ações de vagabundos, como se fossem rotinas do dia-a-dia é: será que ninguém fará nada, não vamos mudar a legislação, o código penal, apertar o certo, declarar tolerância zero? Vamos esperar nossa vez, calmamente, na fila das vítimas indefesas e ignoradas do país com altíssima carga tributária?

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    O homem estava sem capacete e foi localizado com vários ferimentos na região da cabeça #itatiaia

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