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Precisamos diminuir o vexame

Precisamos diminuir o vexame

06/05/2013 às 02:13

Dificilmente, o Brasil conseguirá, em 2016, no Rio, ganhar o número de medalhas compatível com sua força econômica, suas riquezas naturais e a criatividade de seu povo. Mas, se fosse eu a presidenta da República faria todo o esforço verdadeiramente possível para evitar o tamanho do estrago. Para começar, convocaria para uma reunião, segunda-feira próxima, às 7 da manhã, no Palácio do Planalto, todos os membros do primeiro, segundo e terceiros escalões do governo, ai incluídos os dirigentes de estatais e todas as empresas com qualquer vínculo com o caixa da União. Convidaria para o mesmo encontro dirigentes do Comitê Olímpico, das Federações, alguns cronistas sabidamente de bom senso e – no mínimo – os 200 maiores e mais ricos empresários do país. E diria a todos: “Da mesma forma que é inaceitável brasileiro com fome, nós temos de unir esforços para ajudar os maiores heróis desse país que são nossos atletas”. Importante frisar que a turma do futebol fica de fora, por razões óbvias. Mas, o atletismo, o judô, a natação, enfim todos os especializados, especialmente os coletivos, teriam apoio verdadeiro, infraestrutura decente e aplausos o suficiente para que a gente pudesse fazer bonito daqui a quatro anos. Quando vejo o quadro de medalhas de Londres pergunto como ainda tem gente exaltando nossa participação... Quando lembro que nosso ministro dos Esportes caiu por conta de escândalos envolvendo repasses para organizações não governamentais descubro pelo menos um dos ralos. Agora, como dá tristeza ler que a estadia da comitiva da presidente Dilma Rousseff em Londres para acompanhar a abertura dos jogos custou aos cofres públicos 900 mil reais. Ela e oito ministros ficaram hospedados no The Ritz London Hotel, um dos mais luxuosos da Europa, de terça-feira a sábado, dia seguinte à abertura oficial da Olimpíada. Esse é o problema. A gente não gasta com o a essência, só com a penteadeira... Se não mudarmos, se não privilegiarmos de fato a Educação, se não nos conscientizarmos de que o mundo precisa parar de rir de nós, vamos continuar nesta posição ridícula de ter conquistado, ao longo de todas as olimpíadas o número de medalhas que, considerando-se a nossa população e nossa riqueza, seria o mínimo aceitado apenas para os jogos deste ano. Evitar o desastre é difícil, mas dá para diminuir o vexame se trabalharmos duro até 2016.

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