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Pré-Natal

Assim como o Borges, também fico me lembrando da necessidade de espalhar esperança, ainda que com cautela.

22/12/2014 às 10:39

O amigo Luis Borges fez uma pesquisa informal com as pessoas com as quais conviveu durante um dia sobre os preparativos para o Natal. A maioria anda perplexa com tanta coisa, tanta festa, confraternização, enfim, um corre-corre danado. Um grupo pequeno, de menos de 10%, está balançando a roseira para avaliar o que foi solução e o que esta sobrando como problema diante de tudo que foi sonhado ou planejado para acontecer ao longo do ano. Alguns desses até já concluíram nesse pré-Natal que aproveitarão a ocasião para renascer e se reinventar para melhor prosseguir no tempo que não vai parar. Outro pequeno grupo está focado em novenas preparatórias e em orações para que o país e o mundo consigam dosar o equilíbrio necessário para a sustentabilidade da vida em todas as suas dimensões. Para alguns, o 13º salário seria o alívio para as dívidas, inclusive do cartão de crédito rotativo que cobra 15% de juros ao mês. Outros, mais planejados, o usariam como reserva para pagar à vista, em janeiro do ano que está chegando, o IPTU, o IPVA, o material escolar e, se sobrar, uma pequena viagem no Carnaval.

Aí, o amigo confessa, ficou a pensar e a desejar que a tônica seja o querer, para acalantar o renascimento e a reinvenção tão citadas por muitos. Que a felicidade seja compatível com as expectativas geradas perante a realidade que estamos vivendo e que exige mudanças consistentes e verdadeiras. O instante existe e pode ser bastante instigante, mas tudo começa com a gente, para prosseguir na família e na sociedade organizada numa democracia participativa.

Assim como o Borges, também fico me lembrando da necessidade de espalhar esperança, ainda que com cautela. Não é patriótico ignorar que o novo aumento das passagens de ônibus intermunicipais supera em 50 por cento a inflação oficial; mas, não dá para esmorecer. Se a gente for levar a vida ao pé da letra, se tornará um porre evitável por todos quanto possível nos festejos de fim de ano... Assim, é agir como os amigos Roque e Merania que foram ao supermercado, se sentiram enganados, brigaram, não compraram e, depois, acharam muita graça, comentando:
“Caro Eduardo, povo mentiroso; o salmão não passa de um peixe qualquer, vermelho de raiva, e o bacalhau pode até ser do porto...Do porto da China!”.

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