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Por que o viaduto caiu?

O prazo, prorrogado várias vezes, termina hoje e o delegado Hugo e Silva não vai postergar.

04/05/2015 às 11:43

Dez meses depois, mais de 80 pessoas ouvidas, pelo menos 1.200 páginas preenchidas e uma enorme curiosidade cercam o inquérito policial sobre a queda do Viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I, no dia 3 de outubro do ano passado, quando duas pessoas morreram. O prazo, prorrogado várias vezes, termina hoje e o delegado Hugo e Silva não vai postergar. Hoje ou amanhã ele vai encaminhar o calhamaço de papel à Justiça e, acredito, que pelo menos dois dos indiciados poderão ir a júri popular, acusados de dolo eventual, isto é, ainda que não estivessem dispostos a matar, ao negligenciar no projeto e na execução da obra, teriam contribuído para o desfecho natal. 

O delegado Hugo e Silva que, à época da tragédia trabalhava em Venda Nova, já passou pelo Detran e agora está na assessoria do Chefe de Polícia, mas continua à frente do inquérito. Ele não adianta qualquer informação. Ainda assim, sabe-se que o engenheiro responsável pelo projeto e o que chefiou a execução podem parar no Tribunal do Júri. Aliás, na última semana, incluindo o feriado, o delegado estava trabalhando exatamente no detalhamento dos artigos com respectivas acusações aos envolvidos.

Desde a tarde de 3 julho do ano passado o desmoronamento daquela avalanche de concreto e ferro no meio de uma das avenidas mais movimentadas só rendeu mais vexames: ainda sob o impacto da queda, o prefeito da cidade saiu com um “acidentes acontecem”; descobriu-se que a obra seguia sem fiscalização, por decisão da Sudecap; a Consol, que fez o projeto, e a Cowan, que executou trocaram acusações sobre responsabilidades; em dado momento, foi anunciado que havia ferragem de menos no viaduto; a lerdeza da Câmara Municipal em fazer apurações paralelas e a demora na elaboração do inquérito policial foram agravantes. Sem falar, claro, que outros viadutos, na mesma avenida e construídos na mesma época, pelos menos engenheiros, também apresentaram fissuras e outras desconformidades.
Agora, é responder a pergunta que não quer calar: quem vai pagar por isso?

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