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Por que não, secretário?

Essa semana, com muita alegria, lançamos – a Editora Terceira Visão e eu – um livro com seleção de crônicas publicadas em diversos veículos...

28/08/2015 às 02:49

Essa semana, com muita alegria, lançamos – a Editora Terceira Visão e eu – um livro com seleção de crônicas publicadas em diversos veículos, incluindo o Hoje em Dia, nos últimos cinco anos. O mais motivador no trabalho foi permitir a comparação dos artigos com sua data de publicação e os dias atuais. O primeiro, por exemplo, de 2004, tratava de uma situação de tensão extrema na Pedreira Prados Lopes, a ponto de as crianças não soltarem papagaios; hoje, felizmente, o quadro é melhor. O segundo tratava, em 2012, da luta dos professores por um piso salarial que, graças a Deus, conseguiram. Já o terceiro, de 2013, que refletia sobre as manifestações e suas consequências na mobilidade urbana continua um desafio. E é sobre isso que quero falar de novo.

Hoje, vou estar com o secretario de Estado de Direitos Humanos, Nilmário Miranda e, no lugar de pergunta, farei um apelo para que ele lidere um esforço no sentido de regular a relação entre o direito sagrado de protestar e a necessidade humana de ir e vir. Não seria inteligente reclamar das manifestações, especialmente num momento em que estamos tão indignados. Mas, como repórter – que frequenta as ruas e se sente obrigado a relatar o que vê e ouve mais que opinar – não me conformo com a facilidade com que fecham a Praça Sete, quase sempre as seis da tarde e preferencialmente nas sextas-feiras.

Assim, insisto na tese de que é possível construir uma mesa de negociação que contemple a livre expressão e, ao mesmo tempo, a ordem, o livre trânsito de pessoas, de sorte que trabalhadores possam voltar para casa, estudantes cheguem à escola e doentes sejam levados ao hospital. Não me convence a estória de que é necessário parar o trânsito e criar a confusão para ter repercussão. Mentira. É possível sim criar acordos que garantam a manifestação, pedindo a seus organizadores apenas que avisem com antecedência data, lugar e hora e que ajam com bom senso, de sorte que 30 pessoas fiquem no passeio, 300 caminhem por uma faixa e, se forem 5 mil, que possam então causar efetivos transtornos ao tráfego.

Tenho certeza que, juntos, Direitos Humanos, Defesa Social, Defesa Civil, Prefeitura, Assembleia Legislativa e Câmara Municipal podem conversar com a cidade e garantir o exercício da cidadania em ferir os direitos dos vizinhos. Afinal, se Democracia deve contemplar a maioria, por que desrespeitar os que só querem (ou precisam) ir e vir?

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