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Por que é tão difícil prevenir?

Por que é tão difícil prevenir?

06/05/2013 às 02:13

Profissão sem descanso é a de repórter. Não importa onde eu esteja, no velório, no casamento, na reza, no clube, assistindo ao jogo, há sempre alguém falando, sugerindo, cobrando alguma matéria. Quando os ouvidos são poupados, os outros sentidos, especialmente os da visão, passam a funcionar: é a praia cheia de lixo, o hotel de praia cujos funcionários não tratam bem, a classe econômica dos aviões muito apertada, enfim, há sempre uma reportagem que se pode fazer, uma providência a tomar; acho que até dormindo a cabeça funciona em torno da pauta do dia seguinte. Dia desses, durante a hora semanal dedicada à manutenção do pouco que sei sobre a língua dos britânicos, o professor Leonardo Dutra perguntou sobre a origem dos temas que são tratados aqui na coluna. Disse a ele que vêm naturalmente, pelas razões acima expostas... Então, ele não perdeu tempo e sapecou sua preocupação que faz o maior sentido: “Por que a Prefeitura não aproveita a estiagem para limpar as bocas de lobo a fim de evitar o pior quando da chegada das chuvas?” A aula acabou, mas a preocupação cidadã do “Leo” ficou comigo para o fim de semana. Afinal, sabemos todos que, por falta de educação cidadã, temos o hábito de jogar todo tipo de lixo (plástico, papel, lata, etc.); sabemos também que as construtoras, nessa terra em que nunca se construiu tanto e sem qualquer tipo de preocupação com a vizinhança, com o meio ambiente, a cidade, que algumas dessas construtoras simplesmente “varrem” para o bueiro restos de concreto... Então, por que, em temos de estiagem, a Prefeitura não faz a operação preventiva, não limpa? Melhor, por que a PBH não usa o rádio, a TV, o jornal para uma campanha de conscientização de todos no sentido da limpeza... Afinal, se cada um de nós limpar os bueiros de frente a nossa residência, teremos riscos muito menores quando as águas rolarem. Há dúvidas de que teremos inundações, carros boiando, gente correndo risco de vida, casas caindo, lixo flutuando? A própria Prefeitura admite a existência de áreas perigosas, nas quais coloca placas sugerindo que as pessoas evitem frequentá-las em caso de enchentes. Enfim, prefeito Márcio Lacerda, vale o lembrete do professor de inglês e um velho ditado, em bom português: “Quem avisa, amigo é...”

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