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Ficamos arrepiados quando o secretário-geral da FIFA faz críticas ao nosso país e avisa aos estrangeiros que virão para a Copa para terem em mente que, aqui, “10 horas nem sempre significam 10 horas”.

26/05/2014 às 01:02

Ficamos arrepiados quando o secretário-geral da FIFA faz críticas ao nosso país e avisa aos estrangeiros que virão para a Copa para terem em mente que, aqui, “10 horas nem sempre significam 10 horas”. Realmente, ele é um chato de galocha, mas, convenhamos, o tempo passa e nós não conseguimos fazer as coisas com seriedade. Veja só o e-mail do Jordão Fernando, futuro advogado, acerca do atendimento que teve no SINE – Sistema Nacional de Emprego, posto de Venda Nova:

“Na primeira semana de abril, liguei para o órgão responsável, buscando informações quanto ao seguro desemprego. Fui informado de que a entrega de documentos ocorre apenas por agendamento - o que me parecia perfeito num primeiro momento – mas, que a primeira data disponível, na capital mineira, seria 21/05, ou seja, um mês e meio depois do agendamento. No dia 21/05, chego meia hora antes, conforme recomendado e sou informado de que o sistema estaria fora do ar temporariamente. Meu horário era 12h10m. 

Como algumas pessoas estavam sendo atendidas no setor, acreditei que seria atendido, mesmo que atrasado. Ocorre que dado o meio dia, não havia nenhum atendente nos guichês para dizer o que estava acontecendo - ou atualizar o sistema visando voltar a trabalhar - e eu fiquei ali esperando. Percebi, pelo cheiro de comida, que se tratava da refeição dos atendentes. Pra que me agendaram para meio dia e dez?. Para esperar os funcionários voltarem à suas mesas após uma hora de almoço? Indignado, fui embora as exatas 13 horas - 50 minutos depois do meu horário agendado - sem o respaldo de nenhum atendente para informar se o sistema já tinha voltado. Certamente eles não sabiam, pois não estavam em suas mesas para apertar o F5. Voltei à recepcionista e esta me informou que a única opção era reagendar.

Fui reagendado para  sexta-feira ultima, as nove horas da manha. Indignado, retornei e vi tudo vazio. Feliz pensei: enfim serei atendido com eficiência. A mesma recepcionista logo me informou: "Hoje estamos sem internet, não será possível fazer nenhum tipo de atendimento." Logo indaguei a previsão para o horário de retorno e ela exclamou, em tom irônico, que "só segunda feira"! (bem contumaz órgão públicos ficarem sem serviços nas sextas-feiras por problemas técnicos). Revoltado, requeri novo agendamento pra segunda e ela disse que não poderia, pois segunda ja estava cheio. Só havia vaga disponível para quarta-feira. Não aceitei e "soltei os cachorros".. Fui reagendado para segunda (hoje), no horário que eu quisesse.

 Por fim, requeri o telefone de reclamação da SEDESE e eles disseram que não tinha. Infelizmente eles esqueceram que existe Google nos tempos atuais. Em suma, se trata de um beneficio de caráter emergencial e urgente. Quantas famílias dependem dele para se manter enquanto o provedor está em busca de um novo labor? Graças a Deus eu não dependo tanto deste beneficio, apesar de ter contas a pagar, mas fico pensando nos demais. Um mês e meio se passa, após o agendamento, para o contribuinte ser feito de palhaço!”. 

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