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Pobre assaltando pobre

O Diagnóstico de Incidência de Roubos em Belo Horizonte, que a Secretaria de Defesa Social divulgou ontem não deixa dúvidas...

10/07/2015 às 10:49

O Diagnóstico de Incidência de Roubos em Belo Horizonte, que a Secretaria de Defesa Social divulgou ontem não deixa dúvidas: a capital tem menos de seis por cento do território e pouco mais de 11 por cento da população mineira, mas, concentrou nada menos que 36 por cento dos registros de roubos consumados e tentados em todo o Estado, no período de janeiro do ano passado a maio último. Outro dado importante para a polícia ostensiva trabalhar é o de que, dentro de Beagá, 24 por cento dos roubos foram cometidos em nove áreas geográficas que, juntas, abrangem apenas 6 por cento do território da cidade. E, acreditem, o hipercentro, que não chega a dois por cento do território, concentra quase a metade dos tais 24 por cento... Ou seja, o fato de que a Sexta companhia da PM ter hoje menos da metade dos homens que tinha 30 anos atrás está pesando, os trombadinhas estão voltando e é preciso agir.

O Centro Integrado de Informações de Defesa Social analisou os REDs, Registros de Eventos de Defesa Social, que a gente conhece como BOs e chegou a informações valiosas, como, por exemplo, que as zonas quentes de criminalidade, isto é, onde acontece a maior parte dos roubos, são, pela ordem, o Hipercentro, disparado, Shopping Estação em Venda Nova, a Avenida Nossa Senhora do Carmo, o Minas Shopping no Bairro União, a região do Bairro Nova Suissa, o Via Shoping no Barreiro, a Cidade Nova, os bairros Floramar e Tupi e o Coração Eucarístico. No Hipercentro, quase 60% dos roubos ocorreram, pela ordem, na Praça Rio Branco (Rodoviária), Praça Sete de Setembro e Praça Rui Barbosa (da Estação).

Outra informação importante: principal alvo dos roubos na cidade, o transeunte foi atingido de modo ainda mais predominante no Hipercentro. Nada menos do que 73% dos casos foram de roubo consumado e tentado a transeunte. Somando-se todos os roubos a pessoas, como motorista ou passageiro de ônibus ou táxi, por exemplo, o percentual chegou a 85%. Então, a realidade é que pobres, marginais ou usuários de drogas desesperados, estão tomando dinheiro de pobres, na rua, no ponto de ônibus, no meio da praça.

O recado é simples: estratégia, tecnologia, estatísticas, discursos, disque denúncia, tudo é válido para diminuir a enorme insegurança que nos angustia, mas, o carro-chefe, o que produz resultados concretos e aumenta a segurança subjetiva é polícia na rua.

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