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Pimentel fez pré-teste

Em conversa por telefone, Pimentel confirmou o que eu imaginava: não foi por acaso que, durante almoço com delegados, antecipou em mais de 30 dias o anúncio do secretário de Defesa Social.

29/12/2014 às 10:48

Fernando Pimentel conclui hoje as conversas para a lista que divulga na quarta-feira, com os nomes que ocuparão os principais cargos em sua administração a partir de quinta. Não há nada de surpreendente ou nomes que não tenham sido ventilados nas colunas de Amália Goulart e Orion Teixeira nos últimos dias. Trato do assunto apenas para destacar as preocupações do futuro governador com a segurança pública, assunto que reputo o mais grave e urgente de todas as nossas mazelas.

Em conversa por telefone, Pimentel confirmou o que eu imaginava: não foi por acaso que, durante almoço com delegados, antecipou em mais de 30 dias o anúncio do secretário de Defesa Social. Ele queria medir a capacidade de articulação de Bernardo Santana e, hoje, está convencido de que o deputado que não buscou a reeleição é capaz. Afinal, ele resistiu aos focos de insatisfação dentro da Polícia Civil (onde tem apoio dos delegados mais novos), apagou incêndios dentro da Polícia Militar e dos Bombeiros e, num almoço, entendeu-se com representantes do Ministério Público. Bernardo passou os últimos dias nos Estados Unidos e estaria visitando bastidores da polícia de Nova Iorque e conhecendo técnicas bem sucedidas na cidade mais frenética do mundo. Outro sinal da atenção do governador com a área da segurança é o cuidado para a escolha dos nomes que vão compor a cúpula da Polícia Civil: o chefe, o diretor do Detran e o diretor da Criminalística. Hoje, ele terá várias reuniões para bater o martelo, considerando a necessidade de conciliar interesses de três grupos distintos: os delegados antigos, os novos e os considerados “tiras”, os investigadores.

Para a Polícia Militar Fernando Pimentel não teve maior sofrimento. Considerando que oficiais fizeram campanha descarada para os tucanos, o eleito simplesmente escolheu um coronel que já trabalhou com ele, nos tempos da Prefeitura de Belo Horizonte – Marco Bianchini – e o encarregou de escalar o time.

No mais, o governador estará ladeado por velhos companheiros e abrirá espaços para os partidos que comporão a base de governo. Que Deus o ilumine porque os problemas estão por todo lado, o dinheiro escasso, muita gente tirou férias coletivas para adiar a perda do cargo e os aliados só pensam no lema “Meu emprego, minha vida!”.

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