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Se a inflação oficial foi de 6,5 por cento como é que os governantes autorizam aumentos do transporte coletivo com outros índices?

07/01/2015 às 09:26

Em sua “Receita de Ano Novo”, Carlos Drummond de Andrade diz:

“Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”. Então, se somos tão gratos ao grande poeta, para fazermos jus à sua extraordinária capacidade de sintetizar nas letras as mais caras emoções dos humanos, a gente deve, ao menos, questionar alguns fatos do nosso dia a dia. Farei algumas perguntas e você, caro leitor, acrescente à lista aquelas que estão em seu coração, sem se preocupar com a organicidade dos assuntos ou a pertinência das questões.
Vamos lá:

Se pneu, óleo combustível e salário são os mesmos em qualquer parte do Estado, por que as passagens de ônibus subiram 8,5 por cento na capital, mais de 9 por cento na viagens entre as cidades mineiras e nada menos que 12,5 por cento para os usuários de coletivos das 34 cidades da região metropolitana? Se a inflação oficial foi de 6,5 por cento como é que os governantes autorizam aumentos do transporte coletivo com outros índices? Se a Prefeitura de Belo Horizonte exige que proprietários de veículos prestadores de serviço tenham, no máximo, cinco anos de fabricação, como pode a nossa Assembleia aumentar de 15 para 18 anos a idade da frota de ônibus que transportam os mineiros? E, por falar em Assembleia, como ela aprova suplementação para o pagamento dos que ganham bem em outros poderes e deixa na gaveta um reajuste de 4 por cento para os humildes da Saúde e da Educação? Como Pimentel diz que não tem dinheiro para pagar o reajuste e, ao mesmo tempo, aumenta o número de secretarias? Por que, três meses depois de eleito e dois meses depois de anunciar o secretário, até hoje o governador não decidiu a chefia da Polícia Civil? Como pode a atendente da Prefeitura de Belo Horizonte dizer a quem liga no “BH Resolve” que iluminação pública é com a Cemig se todos sabem que o assunto foi municipalizado? Como pode um novo meio de transporte, como o Move, implantado há seis meses apresentar tantos problemas como portas automáticas estragadas, goteiras nas estações e veículos depredados? Como as autoridades podem continuar tão imóveis diante de tanta insegurança?

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