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Pela hora da morte

Pela hora da morte

06/05/2013 às 02:13

O dia dedicado aos mortos nos convida sempre a uma reflexão sobre a única coisa certa na vida. E, ano pós ano, no lugar de nos concentrar nas questões religiosas e filosóficas sobre o cessar da pulsação o que mais nos motiva é verificar o quanto ela, a morte, que sempre careceu de explicação, tem chegado de forma mais e mais estúpida, cruel e sem pedir licença. Não é preciso fazer muito esforço.

Lembremo-nos do assassinato daquele torcedor do Cruzeiro em plena Savassi, numa noite de sábado. Seus algozes passaram o último ano entre a prisão e a rua, aqui incluindo novas confusões e até reuniões com autoridades para discutir “segurança” em estádios. Ainda sob o olhar da violência, em meio a milhões de exemplos bárbaros, pensemos no último fim de semana quando um menino de 17 anos atirou em 15 pessoas, matou 3 na hora e ainda incendiou uma casa, ignorando uma criança de dois anos que também foi baleada e corre o risco de ficar paraplégica.

Mas, derivando para as celebridades, Amy Whinehouse não merecia partir tão cedo, ainda que tivesse contribuído, se descuidado, de certa forma facilitado. Steven Jobs não podia ter ido tão de repente, com tanto por fazer, interrompendo uma explosão de genialidade que parecia eterna.

E para todos os lados, por mais que a gente saiba da fugacidade da vida, parece que não aprendemos. Brigamos por pouco, somos feras no trânsito, não temos tempo para a solidariedade. Até na hora da partida, queremos mostrar poder. O preço de um caixão – que também chamamos urna – varia 22 mil por cento em Belo Horizonte. Isso mesmo, a pesquisa do site mercadomineiro.com.br indica a variação entre a mais barata, de 89 reais e a mais cara, que custa R$ 19.740,00. Mas, ainda não inventaram caixão com gavetas.

 No entanto, o maior dos mistérios envolve o uso da morte de alguns por espertalhões que querem lucrar. É o agente funerário desonesto enganando a família, é o advogado roubando o seguro obrigatório de quem está sangrando sobre o asfalto e uma prática dos nossos tempos que dispensa maiores comentários: o saque de mercadorias por pessoas que deveriam estar socorrendo vítimas de acidentes com caminhões nas estradas. Os urubus do asfalto.

Ah, por falar em descaso para com os mortos, visite um de nossos cemitérios públicos, em cidades grandes como Belo Horizonte, médias como Governador Valadares e pequenas como São José da Lapa para ver o estado em que se encontram os cemitérios. Que tristeza! É de matar!

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