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Pedofilia, praga antiga!

Pedofilia, praga antiga!

06/05/2013 às 02:13

A cada vez que aparece mais um caso de abuso sexual, aumenta o nosso nojo em relação ao mais hediondo dos crimes. Belo Horizonte vem se apresentando como reduto de muitos tarados que estão em toda a parte, seja nos gramados do Parque Municipal ou nas ruas de bairros dos mais movimentados, como Cidade Nova e Anchieta. O pior é que os pervertidos têm preferência pelas pessoas mais novas, exatamente as mais indefesas, caso das adolescentes e, principalmente, das crianças. Estou convencido de que uma das práticas mais eficientes para se prevenir contra essa tragédia na família é conversar com os filhos. Explicar para eles que não se pode confiar plenamente em ninguém. Infelizmente. Afinal, não são poucos os casos em que os abusos partem exatamente de familiares que deveriam dar a proteção.

No caso de pessoas separadas o risco é muito maior, pois, o (a) novo (a) parceiro do pai ou da mãe não tem ligação sanguínea com a criança e, em consequência, se tiver uma mente doente, torna-se mais perigoso (a). Além de tratar o assunto com certa naturalidade, é preciso torná-lo palatável, ou seja, menos bruto, e um bom caminho é contar fatos que se passaram com a gente. Eu mesmo, entre 11 e 14 anos, quando trabalhava de ascensorista em um hotel passava aperto com hóspedes tarados, especialmente jogadores de futebol do interior que se concentravam às vésperas de jogos na capital. Era preciso ficar esperto e, ao mesmo tempo, não ser grosseiro, sob pena de uma calúnia resultar em desemprego.

Meu amigo Catatau, uma grande figura que venceu na vida com comércio de hortifrutigranjeiros e muito trabalho conta que ainda menino recebeu da mãe a incumbência de vender alguns doces ali na região do viaduto São Francisco. Apareceu um cidadão bem trajado, bom de conversa, dizendo que iria comprar todo o balaio, para uma reunião que estava acontecendo mais para a região do Sumaré, já na Catalão e Catatau deveria ir até lá. Na época havia um matagal onde hoje é a fábrica da Coca-cola, junto ao Anel Rodoviário. Quando Catatau percebeu a armadilha, jogou o balaio pelos ares e pôs-se em desabalada carreira, sem esquecer os filmes de faroeste que assistia, nos quais o ator principal, Giuliano Gemma, corria em zigue-zague, para evitar os tiros do perseguidor. A vida é assim, cruel, surpreendente, perigosa e precisamos preparar nossos filhos para enfrentar os desalmados. De preferência, com bom humor.

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