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Pare o mundo que eu quero descer!

Mas, como tinha ligado para o Sávio, perguntei como estavam as coisas na Assembleia. Ele respondeu: “Tá o maior farinhaço lá fora; é pó prá tudo quanto é lado”.

29/11/2013 às 08:59

Que semana! Que maré! Que situação! Que estresse. Penso que a letra “i” dever marcar os dias que estamos vivendo, especialmente em Belo Horizonte, onde o imobilismo político exigido pelas eleições de dois em dois anos nos deixa em ambiente de indiferença que, aliada à incompetência de órgãos e empresas nos conduz à sensação de que tanta irresponsabilidade pode nos levar à insanidade. Afinal, a imobilidade deixou de ser problema dos horários de rush para se tornar rotina em nossas vidas e, engarrafados, assistimos a um festival de fatos e notícias impressionantes.

Ontem, às 3 da tarde, espremido na Praça Raul Soares, quase surdo de tanta buzina, nenhum fiscal de trânsito, pensei: “Tenho de escrever, de novo, sobre a insensatez que reina nesta cidade”. Mas, ponderei: “Será que não estou exagerando, por ser o único que insiste em cobrar regras para as manifestações?”. Liguei para um cidadão que respeito, Sávio Souza Cruz, e perguntei: “Deputado, é resquício da ditadura pedir o mínimo de ordem nas manifestações, de forma que elas não parem a cidade por inteiro, pondo em risco não os nossos compromissos, mas, a nossa vida?” Ele respondeu que “bom senso deve sempre prevalecer”.

Então, animei-me para dizer, mais uma vez neste espaço que, apesar de respeitar a luta por melhores salários dos metalúrgicos, considerar as reivindicações dos sem casa e não ignorar as queixas dos eletricitários, representantes destes três grupos não podem fechar o Barreiro no começo da manhã, a Afonso Pena no começo da tarde e todo o hipercentro ao entardecer. Não apenas eles, mas, nenhuma categoria, nenhum time de futebol, ninguém pode parar a cidade assim. Eu só quero discussão, pois, se, depois do debate, me convencer que é assim mesmo, então, me calo, mudo meu pensar, não sou poste, eu mudo, mas, até quando vamos continuar assim, meia dúzia fecha aqui, mais vinte fecham ali e os poucos policiais ainda dispostos a trabalhar passam a cuidar destes e não do restante da população?

Mas, como tinha ligado para o Sávio, perguntei como estavam as coisas na Assembleia. Ele respondeu: “Tá o maior farinhaço lá fora; é pó prá tudo quanto é lado”. Lembrei-me então do que este menino Perrela, o filho do Zezé, fez com Minas Gerais esta semana. Primeiro, a notícia da apreensão de um avião dele, com meia tonelada de coca pura. Depois, na cara dura, reúne a imprensa e diz: “Não sabia sequer do voo”. No dia seguinte, contrata um dos advogados mais caros do país que diz: “O deputado Gustavo sabia do voo, mas não do que transportava”. E a gente descobre que o povo pagava o salário do piloto e a gasolina também. E tem o vereador fazendo sexo no nosso cartão de crédito, o Zé Dirceu querendo trabalhar no “lobby” de um hotel... E o trânsito parado... A letra “i” volta à minha cabeça: inacreditável, inaceitável, impagável, impossível, impuros, inimputáveis, indecentes...

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