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Para pensar na Semana Santa

Para pensar na Semana Santa

06/05/2013 às 02:13

Vamos refletir sobre vários temas, ao mesmo tempo? Vamos exercitar um pouco a nossa capacidade de misturar as coisas, para, ao final, descobrirmos como o nosso país é complicado. Comecemos pelo anúncio que a presidente Dilma deverá fazer hoje, criando novas regras para a concessão do seguro-desemprego.

Agora, quando um trabalhador o pedir, o computador imediatamente fará uma varredura para ver se ele não usou o benefício por três vezes ou mais nos últimos dez anos. Em caso afirmativo, ele só poderá sacar as parcelas a que tiver direito depois de fazer um curso de reciclagem, capaz de capacitá-lo para uma nova vaga.

A intenção é por fim a um recurso de espertalhões que trabalham por um período e voltam à boa vida. E também os que trabalham sem carteira assinada para continuar recebendo o benefício cuja finalidade é a de socorrer em eventualidades.

Nossa mania de estragar boas ideias. E a de complicar também, como essa exigência de comprovante no cartão de ponto eletrônico. Empresários afirmam que é burocracia e vai encarecer a folha. Outra coisa: para os que defendem a pena de morte no Brasil convém ler sobre um porteiro condenado a cinco anos de reclusão no final do século passado, ameaçado de morte na prisão (porque bandido odeia estuprador), e agora, com a prisão de um maluco na Zona Sul de Belo Horizonte, abre-se a possibilidade de que tenham confundido o porteiro com ele, por conta da semelhança física entre ambos.

Ademais, insisto em que não convém levar a sério essa proposta porque só colocaremos pobres na forca. Ou alguém pode me garantir que um desses ladrões de gravata que roubam as grandes fortunas e matam crianças de fome será colocado na cadeira elétrica? A propósito, quando a gente pensa que nãovirá mais surpresa do Congresso Nacional, eis que esse Demóstenes Torres nos dá um soco na boca do estômago...

Como pode um procurador, que chegou ao topo da carreira no Ministério Público, foi secretário de Segurança do Estado de Goiás, presidiu a mais importante comissão do Senado – de Constituição e Justiça – ser tão amigo de um contraventor com ficha tão suja? Esse Judas dos tempos modernos, até outro dia uma das vozes mais sensatas da oposição no país de tantos escândalos, não acabou apenas com a sua carreira política. Ele destruiu mais um pouco da já escassa esperança de nós todos. Se não for pedir muito, ressuscita de novo Jesus Cristo!

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