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Os prováveis

Já virou tradição e, às vésperas de mais um pleito, os eleitores cobram aquela análise das possibilidades de cada partido e seus respectivos candidatos. Depois de ouvir seis especialistas, como um funcionário da Assembleia Legislativa que é conhecido como “Vicente dos Partidos”, elaboramos uma lista de probabilidades para a Câmara Municipal de Belo Horizonte, que nada tem a ver com pesquisa eleitoral, não tem valor científico e nem deve ser considerada como indicador efetivo do que vai acontecer. É apenas um trabalho jornalístico, para matar a curiosidade e que, felizmente, tem mais de 90% de acerto nas últimas disputas.

Assim, devemos dizer que 18 partidos – o mesmo número de hoje – terão participação garantida na futura legislatura. Os demais vão depender das chamadas "sobras".

E as bancadas vão mudar, serão menores. O PSD, que atualmente tem 13 vereadores, deverá fazer cinco. Estão na briga Bim da Ambulância, Bispo Fernando, Irlan Melo, Autair Gomes, Dr. Nilton, Ramon Bibiano, Cláudio Mundo Novo, Jair di Gregório e Elvis Côrtes.

O Avante faz três cadeiras, que devem ficar com Juninho Los Hermanos, Claudiney Dulim, Flávia Borja, Flávia Rita ou Guilherme 30 horas.

O PDT terá um ou dois representantes. A mais forte é Duda Salabert, mas também têm chances Bruno Miranda, Hélio Marcassa e Bruna Bueno.

O PMN deve eleger Rogério Alkmin e Cleiton Xavier.

O Rede preencherá uma ou duas vagas. Os nomes mais cotados são: Sócrates Santos, Petrônio Matias, Tarcísio Caixeta, Ronaldinho Sósia e Idélcio da UFMG.

O Patriotas deve eleger Gabriel Azevedo e Wanderley Porto.

O Cidadania provavelmente elegerá dois ou três. Os que têm mais chances são Marilda Portela, Leonardo Angelo, Célio Fróis e Pedrão do Depósito.

O Novo ficará com duas cadeiras, que devem ser de Lucas Pitta, Bráulio Lara ou Marcela Trópia.

O PSOL deve reeleger só uma das duas vereadoras: Bella Gonçalves ou Cida Falabella.

O PT, para os analistas, não passa de duas vagas: Pedro Patrus, Arnaldo Godoy e Macaé Evaristo são os mais citados.

O DEM pode eleger só Álvaro Damião. Se ganhar mais uma vaga, deve ficar com Wagner Messias, o Preto.

O Solidariedade deve eleger apenas um. O mais provável é Giovani Matos, mas Jorge Bruno, Sapão e Jorge Hannas também se despontam.

Para o Podemos há certeza da reeleição da atual presidente da Câmara, Nely Aquino. Se houver mais vaga, será de Daiane Dias, Souza, Pastor Warley ou Guinho Distribuidora Popular.

Dizem os entendidos que o PSL só vai eleger Janaína, ex-esposa do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

O PP vai eleger a Professora Marli. Se ela tiver muitos votos, pode arrastar outro, e o cotado é o Capitão Leopoldo. 

O PTB fará uma cadeira, que deve ficar com Carlos Henrique, Elaine Matozinhos ou Ciro.

O PSDB deve reeleger Henrique Braga, mas dizem que Duda Abreu pode surpreender.

O PCdoB só deve conseguir uma cadeira. A briga está entre Gilson Reis e Jô Moraes.

O Pros também terá uma vaga, que fica entre Wesley Autoescola e Reinaldinho.

O PTC deve reeleger Juliano Lopes.

Os partidos abaixo só terão eleitos se, feita a divisão de votos válidos pelo quociente eleitoral, as sobras ajudarem. São eles, com seus respetivos favoritos:

PL

Walter Tosta

PRTB

Nikolas

MDB

Preto Sacolão

PSB

Branco

PSC

Luiz Henrique

DC

Anderson Costa

Republicanos

Pastor Jorge

Aparentemente, 34 cadeiras estão definidas e sete ficarão para as sobras. A Câmara deve ter um número maior de mulheres e, dificilmente, haverá um negro entre os eleitos. A renovação pode surpreender.

Candidato, se o seu nome não aparece na lista, não fique triste. Na última eleição passamos longe de avaliar a enorme votação de Áurea Carolina (PSOL).

Eleitor, se seu preferido não foi citado, não desanime; ao contrário, lute mais ainda para ter um representante da sua comunidade na Câmara.

Afinal, a lista que vale é a que sairá dos computadores da Justiça Eleitoral na noite do próximo dia 15.