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Os chatos não dão trégua!

O campeão de Fórmula 1 Nelson Piquet conta que estava na Áustria quando sentiu um mal estar, foi procurar socorro em um hospital e ali encontrou...

27/02/2016 às 03:41

O campeão de Fórmula 1 Nelson Piquet conta que estava na Áustria quando sentiu um mal estar, foi procurar socorro em um hospital e ali encontrou um médico inesquecível que, após examiná-lo e constatar que estava tudo bem, passou a uma prosa inesperada. Quis saber se o piloto bebia e, diante da negativa, o aconselhou a ingerir o álcool, de vez em quando, moderadamente, “para aliviar as tensões do dia”; quis saber se Piquet trabalhava muito, a resposta foi sim, indagou se era por necessidade e, quando veio o não, deu um conselho: “Trabalhe menos, quem sabe só meio horário, relaxe, faça algo que lhe dê prazer”. Desde então, Nelson só trabalha à tarde e reserva as manhãs para mexer nos carros que aprecia. Mas, a parte que me interessa da conversa é aquela na qual o médico perguntou se a mulher do paciente era chata; Piquet disse não e o doutor acrescentou: “Ainda bem; mulher chata mata o homem cedo, se a sua ficar, caia fora”.

Lembrei-me desta conversa na quarta-feira. Como levanto cedo, não costumo ver o segundo tempo dos jogos que começam no horário indecente das 22 horas, imposto pela televisão. Principalmente se for jogo do Galo, pois, acabo nervoso, perco o sono e no outro dia é uma luta para encarar o batente. Nesta quarta era diferente, havia um clima no ar, estádio lotado, alegria enorme pela estreia de Robinho, a massa fazendo a festa e, como o primeiro tempo foi legal, decidi assistir também ao segundo. Aí, por volta de 10 minutos, o técnico Diego Aguirre chama o Robinho, as atenções do Brasil se voltam para o Independência... De repente, o auxiliar levanta a placa de número 11... Perplexidade! O uruguaio, que cometera a sandice de deixar Robinho na reserva de Patrick, agora estava entrando com o craque no lugar de Cazares, este simplesmente o melhor em campo, a melhor surpresa das últimas décadas no Atlético, uma promessa sem igual em tempos de futebol medíocre.

Desliguei a televisão e fui para a cama. Demorei uma hora para conseguir pegar no sono. Mas, consegui dormir. Ontem, fiquei sabendo que a torcida o chamou de burro e que o clima no estádio mudou de repente, com a alegria cedendo lugar a um nervosismo que ultrapassou o alambrado, chegou ao gramado, o jogo ficou ruim, tenso, e o Atlético comemorou a vitória suada.

O uruguaio Aguirre nos mostrou, naquela noite de anteontem, como um só chato estraga a festa de milhares, centenas de milhares, talvez milhões. Por que os treinadores são assim? Como a mulher mala, o marido encrenca, o colega de trabalho perdedor, aquele torcedor aborrecido, o cunhado insuportável? Por que os chatos, assim como os pardais, as formigas, os ladrões e os bajuladores, estão por toda parte? Sempre!

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