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O voto do desespero

Concordo com meu amigo Rodrigo Ferraz: o Kalil é personagem, maluco e inteligente. Agora, é saber qual dos três vai governar BH...

31/10/2016 às 03:35
O voto do desespero

Uarlen Valério/O Tempo/Estadão Conteúdo

Concordo com meu amigo Rodrigo Ferraz: o Kalil é personagem, maluco e inteligente. Agora, é saber qual dos três vai governar Belo Horizonte. Na primeira entrevista depois da vitória, o inteligente já prevaleceu, quando acenou com o diálogo para a Câmara dos Vereadores e diminuiu o tom do discurso, sem, todavia, perder a contundência – e exemplo disso foi falar que pretende conversar com Alckmin... Aécio não. Ele deixa transparecer – embora eu não tenha dados concretos para dizê-lo – que o governador paulista deve sim ter agido na campanha do atleticano em Belo Horizonte sabendo que, com mais essa derrota, Aécio fica fragilizado. E como ficou.

Mas por que Belo Horizonte escolheu Kalil? Por conta do desespero. De cada dez pessoas com as quais conversei, sete diziam que queriam Kalil porque estão cansadas das mesmas figuras, com os mesmos discursos. Os taxistas, por exemplo, acreditam que ele vai segurar o Uber, liberar o tráfego dos veículos na pista do Move e abrir a caixa preta da BHTrans. A propósito, o futuro prefeito tem promessas que prometem barulho no cumprimento e uma delas diz respeito ao transporte por ônibus; afinal, as empresas que prestam o serviço passaram por licitação, têm seus direitos. Kalil também promete retirar as pessoas de áreas de risco, convencer os servidores a tratarem bem as pessoas e mais, muito mais. Até governar sem oferecer cargos a políticos ele prometeu. Aí, o presidente da Câmara, Wellington Magalhães, se antecipou e propôs a extinção dos 4 mil cargos comissionados que a PBH tem, o que, claro, inviabiliza qualquer governo.

Acho, sinceramente, um salto no escuro o que Belo Horizonte vai dar em janeiro do ano que vem. Nunca imaginei que pudéssemos escolher alguém com IPTU atrasado, 38 processos e uma condenação por não recolher encargos sociais dos trabalhadores para nos governar. Mas quem sou eu para dizer que a maioria dos eleitores está errada. Na verdade, a maioria simplesmente não decidiu, pois, juntando abstenção, nulos e brancos, os que não escolheram ganharam no primeiro e no segundo turno.

Agora, fazer o quê? Torcer contra, espalhar o apocalipse? Não, é torcer por Kalil. E pegar no terço, pois, com um presidente que muita gente não considera legítimo e um governador cheio de problemas com a Justiça, se o prefeito for aquele que prefere taça a mulher e acha que igreja só serve para levar 10%, estamos “no do zé esteves”. 

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