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O taxista, verdadeiro servidor público

O taxista, verdadeiro servidor público

Faz bem o Hoje em Dia ao ressaltar a importância do trabalho que a maioria esmagadora dos taxistas oferece à população. Estamos vivendo um tempo em que os erros de alguns profissionais passam a falsa impressão de que toda uma categoria peca por ação ou omissão quando, na verdade, as exceções às vezes merecem mais destaque que a regra. Vejamos o caso dos auxiliares de enfermagem, tão bombardeados nos últimos dias. É claro que trocar soro por ácido ou colocar vaselina na veia de quem deveria receber soro não são ocorrências normais. Há necessidade de se apurar com rigor e punir os responsáveis. Mas, quem disse que a moça encarregada de ligar o medicamento ao paciente é a verdadeira culpada? Quais são suas reais condições de trabalho? Quem já passou alguns dias no CTI vendo o trabalho de uma auxiliar, limpando e socorrendo pacientes terminais, num quadro que muitas vezes a família custa suportar. O caro leitor sabia que o salário desses atendentes é de aproximadamente 800 reais por mês, exigindo assim que tenham jornada dupla e até tripla de trabalho? Por que, em meio ao tiroteio, embora sempre chamada, a Associação de Hospitais nunca topou debater o tema? Então, antes de atirar todas as pedras em que lida com a vida, é preciso considerar uma serie de cirunstâncias. Por exemplo, se um ou outro taxista bebe durante o horário de trabalho é necessário que a sua cooperativa, a Bhtrans e as demais autoridades punam de acordo com a lei. Mas, quando mostra os bons exemplos, o Hoje em Dia faz justiça aos 99 por cento que agem corretamente, socorrem pessoas em suas aflições, ajudam doentes a chegar ao médico, diariamente atendem executivos na hora certa, eventualmente auxiliam portadores de difuldades de locomoção, enfim, agem como se fossem parentes próximos de seus clientes. Temos, sim, um ótimo serviço de táxi que precisa é de mais respeito: portanto, que unamos nossos esforços para resolver pendências irritantes, como essa história de quem deve atender o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, e qual o número ideal de veículos para a região metropolitana. Acima de tudo, que cuidemos das vias, da segurança e da imagem para que a turma da praça tenha a tranquilidade suficiente para ganhar o pão e prestar excelente serviço público. É isso. Mais que permissionários, mais que condutores, são verdadeiros servidores públicos.