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O táxi da insensatez

O táxi da insensatez

É legítimo a cada um de nós defendermos seus interesses com todas as forças. É obrigação nossa respeitar a diversidade, admitindo que o outro possa pensar diferente. Mas, convenhamos, existem algumas polêmicas absolutamente sem sentido, alimentadas apenas por interesses paroquiais, pequenos, que só sobrevivem graças ao imobilismo que a eleição de dois em dois anos nos impõe. Como exemplo está a idiota realidade em que os táxis de Belo Horizonte só podem levar passageiros até o aeroporto da capital que fica em Confins e os de lá, mais os de Lagoa Santa, só podem trazer. Como aceitar um provincianismo desse tamanho? Será que a gente ainda não percebeu que os tradicionais entes da República Federativa do Brasil já não são apenas três – União, Estados e Municípios. Há décadas que a realidade nos mostra a realidade das regiões metropolitanas, onde a conturbação das cidades nos confunde e impede o estabelecimento de limites dos municípios... Ou alguém sabe dizer onde Contagem termina e Betim começa? Será necessário lembrar que a água hoje consumida em Vespasiano é captada em Rio Manso, tratada em Belo Horizonte e enviada mediante potentes adutoras? E que o lixo de Belo Horizonte vai para Sabará? Precisamos entender que só o entendimento, a humildade e a fé podem tornar viável a vida de 5,5 milhões de mineiros que habitam os 34  municípios da Grande-BH. O deputado João Vitor Xavier está fazendo um grande esforço para acabar com o absurdo. Uma audiência pública na semana passada não foi o bastante para levantar a bandeira branca. Hoje, haverá nova reunião. Sei que os 300 taxistas de Lagoa Santa podem ficar irritados comigo, mas, se fosse o prefeito de Belo Horizonte ou governador do Estado já teria resolvido isso há muito tempo. Ou um decreto criando o táxi metropolitano ou coisa parecida... Façamos nossos táxis circularem como o mosquito da dengue – sem fronteiras... Vamos viver o século XXI!