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O suplício está de volta

Terminaram os prazos para as inscrições partidárias, criações de novas legendas, filiações, ajustes na legislação; enfim, começou o jogo rumo ao pleito de 2014.

07/10/2013 às 09:32

Terminaram os prazos para as inscrições partidárias, criações de novas legendas, filiações, ajustes na legislação; enfim, começou o jogo rumo ao pleito de 2014. O sofrimento está de volta. Agora, teremos o assédio dos candidatos. Ontem mesmo um já enviou mensagem me chamando de amigo... Engraçado, nos últimos dois anos sequer falamos. Agora, assessor da Dilma vai oferecer entrevista, os tucanos ficarão humildes, a turma do PDT vai fingir que o escândalo dos convênios picaretas não é com eles enquanto os chamados pequenos partidos ficam à espreita para as negociatas quando, em troca de mais espaço na TV para os verdadeiros combatentes, receberão sabe-se lá o que... Melhor, a gente até sabe, mas, “num pó falá”, não há provas concretas.

É impressionante. Mais um ano se passou, falaram em reforma política, discutiram um sem número de perfumarias e não mexeram na essência. Por isso, insisto mais uma vez: precisamos de uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva, feita por brasileiros não filiados aos partidos políticos para por decência na disputa. Acabar com essa farra de eleições de dois em dois anos, que cria o imobilismo político; eliminar a obscena liberação de verbas disfarçadas de emendas para os redutos dos parlamentares, que os torna eternos e, na falta deles, a cadeira fica cativa para filhos ou netos; criar clima para que haja oposição de verdade e não esse faz de conta que nos provoca náuseas.

Ah, se todos os brasileiros pudessem assistir as conversas que definiram nos últimos dias as filiações. Não se fala em programa partidário, convicções ideológicas, compromissos com cidades ou regiões. Não se fala sequer em que companhia o cidadão gostaria de estar, se sentiria melhor. O que vale é em qual partido o interessado tem mais chances de vencer, como usar a votação de concorrentes para se dar bem, um negócio dos diabos. Eu tenho amigos de verdade falando em candidatar e penso: que coragem! O sujeito pode até ser bem intencionado, mas, como poderá sobreviver numa casa de raposas que fazem do conchavo a atividade principal? É só dar uma espiada na relação de três senadores e 53 deputados que nos representam lá em Brasília, hoje. Vê se você se reconhece em um deles? Vê se eles se parecem com eles mesmos, de cinco ou dez anos atrás?  Por isso é que Zé Ramalho continua atual e até é chamado para cantar no Rock in Rio com o Sepultura: “Vida de gado; povo marcado, povo feliz...”.

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