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O salário da felicidade

O salário da felicidade

06/05/2013 às 02:13

Um dia, alguns anos atrás - numa tarde ensolarada de domingo e já alcoolizado, aproveitava a preguiça de uma piscina e filosofava, junto com um dos irmãos. De repente, chegamos a um consenso: nenhum homem pode ganhar menos de mil reais mensais; mas, nenhum homem, sobretudo se não tiver estrutura emocional, deve ganhar mais que 10 mil reais por mês. Reparem na diferença de verbos “pode” e “deve”. Principalmente se for chefe de família, nenhum homem “pode” ganhar menos que mil reais por mês, simplesmente porque as contas não fecham. Por mais longe que ele more, ainda que com ajuda de familiares, um salário inferior a mil reais não lhe permite viver decentemente. Na outra ponta, estou convencido que o homem não “deve” ganhar mais de dez mil por mês. A menos que tenha se preparado para viver esse momento, de sorte que não se envergonhe por ganhar bem diante de tantos miseráveis, não se sinta rei diante de seus companheiros de dia-a-dia e não perca a cabeça, a ponto de querer três carros, três mulheres, três viagens à Europa por ano, enfim, passe a se comportar como alguns jogadores de futebol e pagodeiros, que se metem com traficantes, prostitutas e colocam tudo a perder. Pesquisa publicada agora, nos Estados Unidos, confirma minha teoria, depois de uma entrevista com 450 mil pessoas. Um dos autores, Daniel Kahneman, da Universidade Princeton, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2002, disse que “uma renda pequena exacerba as dores emocionais associadas a problemas como divórcio, doença ou solidão”. Tradução minha: com o salário mínimo não dá pra ser feliz, porém, a partir de determinada grana, a gente começa a inventar moda, “caçar indaca”...

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