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O problema é dos bancos!

O problema é dos bancos!

O que mais anima o repórter é receber manifestações de apreço e, sobretudo, confiança. José Maria Sobreira confia-me a responsabilidade de comentar alguns assuntos que o incomodam e o primeiro deles é a omissão dos bancos diante de uma ocorrência que tira o cidadão do sério: assaltos a caixa eletrônico. E sempre que uma nova ocorrência é registrada lá vem a rotina que inclui um sargento atônito, prometendo providências, os clientes desesperados (há os que precisam provar depósitos e pagamento de contas e os que tiveram cartões clonados, dinheiro levado, que terão de esperar). Cansado de ver tanta lerdeza nas investigações, Sobreira pensa até em chamar o Carlos Sampaio, aquele que se infiltrou na Secretaria de Segurança Pública do Rio, deu cursos para comandantes militares e até conseguiu diminuir a criminalidade na região da Tijuca, apesar de não saber nada sobre o assunto - ou melhor, não ser “especialista” para repetir a palavra da moda.

Voltando a falar sério, Sobreira, nosso ouvinte e leitor, fala o que o Brasil inteiro pensa: “Por favor! Os bancos são as instituições financeiras que mais lucram neste país e não conseguem montar uma vigilância eletrônica para evitar que os equipamentos de sua responsabilidade sejam depredados. Simples: cada banco que tenha sua central de vigilância 24 horas! Cliente não tem que vistoriar caixa eletrônico para saber se é seguro, se pode depositar ou se ele está com aparelho “clonador”. Quanto à polícia, basta montar um esquema especial para atender às solicitações, de maneira rápida, com chamado a partir das centrais (pagas pelos bancos).

Ah, e quem vai representar a polícia é um oficial graduado e treinado”. O que esse cidadão quer é que as coisas sejam da maneira mais simples: do jeito que está hoje é enlouquecedor porque o cliente, o freguês é que tem a responsabilidade de tudo... Aliás, até quando vamos permitir esse lucro escandaloso dos bancos? Como podem pagar meio por cento de juros ao mês por nosso dinheiro investido e nos cobrar 10 por cento se atrasamos o cartão de crédito? E o cheque especial? É especial para quem se o cliente tem de provar que é bom pagador para tê-lo e, quando tem, paga num mês o dobro da inflação anual? Pode um mundo civilizado permitir que apenas uma empresa lucre 14, 15 bilhões de reis por ano num país que tem milhões de famintos? Cruz credo!