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O presidente que bateu o pênalti

Há uma antiga brincadeira no futebol de que o pênalti é tão importante que deveria ser sempre batido pelo presidente do clube. E, finalmente, apareceu o mandatário de uma grande agremiação disposto a cumprir a profecia.

23/12/2013 às 03:08

Há uma antiga brincadeira no futebol de que o pênalti é tão importante que deveria ser sempre batido pelo presidente do clube. E, finalmente, apareceu o mandatário de uma grande agremiação disposto a cumprir a profecia. Trata-se de Gilvan de Pinho Tavares que tomou a atitude tão esperada de um dirigente esportivo, ao proibir o uso da marca “Cruzeiro” – o que inclui o nome e o distintivo – nos produtos comercializados pelas torcidas, como camisetas e jaquetas. Foi um golpe de mestre, um golpe fatal nas tais “organizadas” e, se de um lado alguns milhares de inocentes perderão a alegria de compartilhar sentimentos com iguais, poucas dezenas de bandidos ficam sem espaço de ação, seu palco de atrocidades. O melhor da atitude é que ela não foi isolada. Foi feito um abaixo-assinado, colocado em votação, aprovado por unanimidade pelo Conselho Deliberativo e, finalmente, a Máfia Azul e a Pavilhão Independente tiveram o tratamento devido, por tanta briga e tamanho prejuízo causado ao clube.

Por conta desses infelizes, o Cruzeiro ficou longe de sua torcida nas partidas finais do Brasileirão e, pior, sequer conseguiu festejar com a china azul a conquista do tricampeonato. Mas, o pesadelo não acabou porque o clube ainda tem mais um julgamento no STJD. Aliás, por falar no tal Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o que ninguém percebeu até agora é a sinuca em que o Cruzeiro colocou as autoridades esportivas do Brasil. Afinal, o que acontecia até aqui é que, na falta de uma resposta concreta, vigorosa, contra a violência no futebol, o tal tribunal invertia mandos de campos do dono do estádio. Ora, agora, se aparecerem bandidos vestidos de azul e branco se espancando na arquibancada do Mineirão, quem o STJD vai punir? Finalmente, vão ter de tomar uma providência concreta para que as famílias possam voltar ao estádio.

Sei, como todo atleticano com mais de 50, que o Cruzeiro cresceu demais por dar sorte com dirigentes (só este ano aumentou sua carteira de sócios de 7 mil para perto de 50 mil). Desde Felício Brandi e Cármine Furlleti até hoje – fora um ou outro fraco – o clube sempre teve cartolas inteligentes, aliás, alguns até espertos demais. Agora, doutor Gilvan dá mais uma prova de competência. Não sei por que os outros dirigentes ainda não anunciaram medida semelhante e estou muito curioso para saber se é verdade que um deputado estadual paga aluguel para a Galoucura.

Bom, mas, o que verdadeiramente, é que nestes tempos sem autoridade, sem homem com coragem para tomar decisões, Gilvan bateu o primeiro pênalti. Agora, vamos ver quem bate os próximos. Temos vários: ordem nas manifestações, incêndio de coletivos, cumprimento de reintegrações de posse, mais respeito à PM, enfim, colocar ordem e fazer respeitar a lei nesta cidade. Quem sabe se o Cruzeiro não abre uma escolinha ou libera uma franquia para o Governo do Estado, a Prefeitura...

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