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O prefeito e o Carnaval

Assessor de comunicação da PB enviou-me e-mail fazendo ponderações que merecem publicação não apenas porque representam o contraditório, mas, especialmente porque ele respeita os jornalistas.

A propósito da última coluna publicada neste espaço, o assessor de comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte, Régis Souto, enviou-me e-mail fazendo ponderações que merecem publicação não apenas porque representam o contraditório, mas, especialmente porque ele respeita os jornalistas. Inicialmente, Régis lembra que, desde 2012, a PBH desburocratizou a vida dos blocos, bastando apenas o preenchimento de um cadastro na Belotur com informações básicas sobre dia, hora, local de concentração e roteiro do desfile para que tenham o apoio necessário e possam festejar de forma alegre, saudável e segura.

O assessor acrescenta:

“Além da simplificação de procedimentos, houve um significativo aumento nos investimentos para o Carnaval. Em 2009, primeiro ano de gestão, eram aproximadamente 1,3 milhões de reais. Hoje, já são quase 5,5 milhões, inclusive contando com aportes de patrocinadores que até bem pouco tempo atrás simplesmente desprezavam o Carnaval de Belo Horizonte. Esta expressiva ampliação dos recursos permitiu, por exemplo, que a Prefeitura planejasse o carnaval com 13 palcos em todas as regiões da cidade, descentralizando e democratizando a folia com mais de 90 shows, todos de artistas mineiros, prestigiando e reconhecendo os talentos da nossa terra.

Por outro lado, também há o apoio financeiro a eventos carnavalescos por toda a cidade, por meio do Edital de eventos da Belotur. Contam com o apoio da Prefeitura, por exemplo, o desfile da Banda Mole, a quem você se referiu, o Concurso de Marchinhas Mestre Jonas, o Baile dos Artistas, entre outros. Lembro também que há o apoio indireto. A Prefeitura disponibilizou para os Blocos de Rua um local privilegiado para os ensaios, que é o Largo da Saideira, tradicional espaço de eventos da Avenida Cristiano Machado.

Poderia citar uma série de outros fatos concretos, mas quero finalizar com um que é bastante simbólico. Nosso desfile das escolas de samba e blocos caricatos, que estava desprestigiado e distante da maioria da população lá na Via 240, na região Norte, finalmente voltou para o centro da cidade. Em 2011 foi na Avenida dos Andradas, às margens da Praça da Estação. E no ano passado conseguimos atender por completo a reivindicação dos carnavalescos das escolas e blocos. Voltamos com os desfiles para a Avenida Afonso Pena, algo que não acontecia desde l990. Daquele ano até hoje nada menos que seis prefeitos ouviram fervorosos apelos dos carnavalescos para que isso acontecesse. E aconteceu na gestão de Marcio Lacerda”.