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O preço da traição

O preço da traição

06/05/2013 às 02:13

Pode uma moça, de origem humilde e cidade pacata, viver, em uma hora, os momentos mais felizes e, simultaneamente, mais tristes de sua vida? Pode. E aconteceu com uma técnica de enfermagem mineira que tomou conhecimento da traição minutos depois da cerimônia, acabou com o casamento em dez dias e agora deverá ser indenizada pelo ex e a outra. A moça começou a namorar em 2007 e casou no dia 19 de dezembro de 2009. Depois da cerimônia do “sim” quando jurou e ouviu juras de fidelidade daquele que escolhera para ser companheiro eternamente, ela recebeu um telefonema, de voz feminina, avisando que estava sendo traída. Mais dez dias de matrimônio foram suficientes para que ela encontrasse cartas da amante e mensagens no celular, comprovando a traição, embora o então marido continuasse negando. Dois anos depois da desilusão, a noiva traída entrou com uma ação contra o ex e a amante pedindo ressarcimento das despesas que teve com a festa de casamento, além de danos morais, alegando ter sido humilhada. Em primeira instância, o juiz Roberto Apolinário de Castro condenou os acusados a pagar R$ 50 mil e ainda R$ 11.098 pelas despesas. O ex recorreu alegando que o casamento foi organizado com a contribuição financeira tanto dele como da jovem, uma técnica de enfermagem. E, com o apoio da amante, afirmou que não ficou comprovada a traição e que é direito divorciar-se não havendo o chamado ilícito moral nessa conduta. O caso foi parar no Tribunal de Justiça onde o desembargador Antônio de Pádua, relator do recurso, entendeu que não há dúvida quanto ao dano moral. E citou duas razões que, cá entre nós, são absolutamente convincentes: primeiro, o caso se deu na pequena Galiléia, cidade do Vale do Mucuri, população reduzida, o que faz casos assim repercutirem muito mais; não bastasse, há a agravante de que, rejeitado pela noiva, o traidor assumiu de vez o relacionamento com a amante. O magistrado entendeu que o valor da indenização antes fixado era alto, reduziu para 25 mil reais e rejeitou a tese de danos materiais porque ficou provado que as despesas para a cerimônia foram divididas. Dois outros desembargadores acompanharam o voto do relator e o assunto deve ser encerrado. Deve... Vai que a noiva traída resolve ir para os tribunais superiores em Brasília?

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