Eduardo Costa

Coluna do Eduardo Costa

Veja todas as colunas

Mais Notícias

O pior é a falta de perspectivas

O pior é a falta de perspectivas

06/05/2013 às 02:13

Dar uma notícia ruim é sempre desagradável, mas, sem dúvida, quando ela é esperada, o mensageiro sente-se seguro e, se tiver a verve política nas veias, minimiza o impacto usando artifícios para dizer que a situação poderia estar muito pior. O secretário de Defesa Social de Minas, Lafayette Andrada, tinha de admitir o que o que todos já sabiam – o aumento da violência em Minas, no ano passado – mas fez um discurso assegurando que a situação, hoje, é muito melhor que a de 2004, quando a dupla Aécio e Anastasia modificou todo o sistema de segurança pública, criando a secretaria de Defesa Social e determinando a integração entre as policias, além de realizar o processo de transferência de presos das delegacias para o sistema penitenciário.

Que os números foram positivos na década passada ninguém pode negar; entretanto, isso já foi bastante comemorado e o que conta agora é o aumento das estatísticas. Não bastasse o índice de 10,8 % na chamada criminalidade violenta (homicídios, assaltos, estupros, etc.) qualquer que seja o dado, referente ao Estado, à região metropolitana ou a Belo Horizonte o cenário é sempre preocupante.

O pior, no entanto, é que os fatos não animam: o contingente da PM em algumas unidades importantes, como a 6ª Companhia, da área central de Belo Horizonte, é hoje menor que o de décadas atrás; a Polícia Civil conta hoje com menos de oito mil homens e mulheres e só tem presença efetiva em 300 dos 853 municípios mineiros; o sistema penitenciário criou 35 mil vagas, mas precisa do dobro, urgentemente, e o Corpo de Bombeiros carece de homens, treinamento e equipamentos, embora tenha mais de 70 milhões de reais da taxa de incêndio nos cofres do governo.

Aliás, a situação é tão constrangedora que dois homens tomaram a arma de uma sentinela em pleno quartel dos Bombeiros. Pelo menos há um consolo: o secretário sabe por onde começar a guerra: combate às drogas, no tráfico e no amparo aos usuários. Tomara que ele tenha forças (e apoio) para vencer os obstáculos lógicos e os malucos como, por exemplo, dos que insistem em impedir a internação compulsória dos viciados como se esses jovens, absolutamente tomados pela droga, capazes de matar por uma pedra, tivessem condições de decidir. Vamos ajudar o secretário – ou vamos todos juntos ou o “bicho vai pegar”.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    Presidente da República admitiu impasses para seu projeto de reeleição em outubro

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Homem acreditou que a sensação de ouvido entupido era por causa do acúmulo de água

    Acessar Link