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O Papa é o cara!

Estou lendo a Carta Encíclica “Laudato Si”- Louvado sejas, meu senhor - sobre o cuidado com a “casa comum” e confirmando todas as impressões que tive...

03/07/2015 às 02:57

Sua Santidade, o Papa Francisco, vai me permitir a intimidade. Estou lendo a Carta Encíclica “Laudato Si”- Louvado sejas, meu senhor - sobre o cuidado com a “casa comum” e confirmando todas as impressões que tive já nas suas primeiras aparições como chefe da Igreja Católica. O documento assinado por ele no dia 24 de maio não oferece nada que não tenhamos ouvido, nas últimas décadas, mas, considerando quem o diz e como o diz é o chamamento de Deus para que tenhamos juízo.

Para aqueles que ainda não leram, apenas um trecho do apelo de Francisco:

“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar; o Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum. Desejo agradecer, encorajar e manifestar apreço a quantos, nos mais variados setores da atividade humana, estão trabalhando para garantir a proteção da casa que partilhamos. Uma especial gratidão é devida àqueles que lutam, com vigor, por resolver as dramáticas consequências da degradação ambiental na vida dos mais pobres do mundo. 

Os jovens exigem de nós uma mudança; interrogam-se como se pode pretender construir um futuro melhor, sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos. Lanço um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos construindo o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental que vivemos e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós. O movimento ecológico mundial já percorreu um longo e rico caminho, tendo gerado numerosas agregações de cidadãos que ajudaram na conscientização. Infelizmente, muitos esforços na busca de soluções concretas para a crise ambiental acabam, com frequência, frustrados não só pela causa dos poderosos, mas também pelo desinteresse dos outros. As atitudes que dificultam os caminhos de solução, mesmo entre os crentes, vão da negação do problema à indiferença, à resignação acomodada ou à confiança cega nas soluções técnicas. Precisamos de uma nova solidariedade universal. Como disseram os bispos da África do Sul, “são necessários os talentos e o envolvimento de todos para reparar o dano causado pelos humanos sobre a criação de Deus”. Todos podemos colaborar, como instrumentos de Deus, no cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, experiência, iniciativas e capacidades”.

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