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O mundo endoidou

O mundo endoidou

As fotografias e imagens que vieram do Chile nos últimos dias confirmam uma suspeita já antiga no meu jeito de ver o mundo: ele enlouqueceu! Ao lado de pontes caídas, carros virados, gente chorando e bombeiros contando mortos, o que a gente mais vê nas agências de notícias é chileno saqueando chileno. O simples fato de ocorrer um terremoto daquela magnitude, lá no fundo do mar e provando tanto estrago nas cidades, já é assustador. Se considerarmos que outro dia teve aquele outro no Haiti e que a Europa já conta 50 mortos, além de um milhão de casas sem energia elétrica (em Belo Horizonte quando 20 mil ficam dá uma confusão danada), não há dúvidas de que para morrer basta estar vivo. Mas, os desastres naturais sempre existiram. É a única forma que a natureza tem para reclamar dos maus tratos. Por isso esse calor infernal que temos enfrentado nos últimos meses e a poluição tornando homens e mulheres estéreis... É, isso mesmo, a poluição é tanta que impede a procriação da espécie que a inventou. O diacho é a reação nossa diante das tragédias: se um caminhão capota na nossa rodovia da morte, nossa primeira preocupação é saber se há algo para roubar; se um terremoto derruba parte de um supermercado no Chile, seus vizinhos correm para saquear o que for possível, ainda que alguns rolos de papel higiênico. Na boa - como diria minha filha caçula - você não acha, “veio”, que nosso mundo pirou? Estamos ou não perdendo o restinho de dignidade e amor ao próximo que nos sobrou depois de dois mil anos esperando a volta “dele”? E agora, que Chapolim Colorado é só personagem envelhecido de TV, quem poderá nos salvar?