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O mais cruel dos ladrões

O mais cruel dos ladrões

Quanto mais o mundo rola, a vida passa e as coisas se modificam, mais e mais os desonestos descobrem fórmulas novas de lesar suas vítimas, mas, não há dúvidas, quando o larápio junta o furto de um objeto material com a decepção amorosa, a dor é muito grande. Imagino o que não está passando uma mulher paulista de 49 anos que foi furtada e abandonada no altar por aquele que julgava ser o homem de sua vida. A mulher estava apaixonada pelo pedreiro Antônio Mondim, de 47 anos, e vivia a expectativa do casamento, na tarde de sábado, no cartório da Vila Tibério, em Ribeirão Preto. Na tarde de sexta-feira, foi ao cabeleireiro para os retoques de véspera e, ao voltar, não encontrou as roupas do amado no armário. Uma verificação mais detalhada e descobriu que 19 mil reais haviam desaparecido também. Ainda sob o impacto da decepção, a mulher, de prenome Sueli, foi à garagem e descobriu que um carro e uma moto também não estavam lá. A mulher foi então à polícia registrar queixa, quando acrescentou que o dinheiro era herança do marido, que pretendia depositar em uma caderneta de poupança conjunta. Quanto ao ex-futuro marido, com quem convivia havia quatro anos, Sueli sabe muito pouco – apenas que vivia da renda de alguns imóveis alugados, portanto, sem trabalhar. Ainda não há pistas do ladrão de almas. Afinal, quem faz o que Mondim fez é ou não é ladrão de almas? Claro que os 19 mil reais vão fazer falta, mas, o que passa a pesar na história dessa mulher é a frustração. Dificilmente, ela conseguirá acreditar em mais alguém até o fim da vida, considerando que já não é uma mocinha. O que nos intriga é saber como alguém consegue ter a coragem desse pedreiro. E de tantos outros por aí...