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O futebol, a paixão e as decepções

Minha porção emoção queria que o Atlético vencesse anteontem, amanhã também e conquistasse o mundial de clubes. Não apenas porque é meu time do coração, mas, sobretudo, pelo tanto de gente que faria feliz neste Natal, entre nós

20/12/2013 às 10:21

Minha porção emoção queria que o Atlético vencesse anteontem, amanhã também e conquistasse o mundial de clubes. Não apenas porque é meu time do coração, mas, sobretudo, pelo tanto de gente que faria feliz neste Natal, entre nós. A outra parte, razão, aconselha a não dar importância ao insucesso, considerando que o futebol é a maior paixão e, simultaneamente, melhor exemplo de nossas desigualdades, além de afirmação cada vez mais indecente do quanto o ser humano é egoísta.

Comecemos pelo mais sério que é o institucional. Por que dez mil estão no Marrocos e sequer dois se uniram para pressionar a Justiça e colocar na cadeia os acusados daquele crime bárbaro e inesquecível da Avenida Nossa Senhora do Carmo? Por que nós todos não aproveitamos o fato de que uma centena de bandidos impediu a festa do Cruzeiro no Mineirão – para, a partir de Minas, darmos um basta a estas torcidas “organizadas”? A propósito, porque o Ministério Público e mesmo a Assembleia Legislativa não apuram a relação de dirigentes de clubes com as tais torcidas organizadas? Vamos ao legal. E moral. Todo mundo fez coro com o presidente do Atlético quando ele pediu – no tom de exigência – que o governo federal liberasse o dinheiro da venda do Bernard. Então, perguntas: até quando a gente vai fingir que não percebe o calote recorrente dos clubes nos impostos que todas as empresas pagam? Se o Kalil e os outros cartolas exigem que o governo continue rolando dívidas impagáveis, por que não os obrigamos a nos consultar se convém contratar Guilherme, Rosinei e tantos outros por milhões e milhões e pagar fortunas mensais?

Ainda sobre o Atlético, é ou não é de jogar a toalha você ouvir o Cuca, técnico apenas razoável, que teve o contrato renovado recentemente, com salário de 650 mil reais aparecer com a estória de ir para a China? Nada contra o profissional buscar de novos horizontes, fazer a independência, mas, não podia esperar uma semana para trazer a público o assunto? Dá ou não dá razão aos que dizem que, enquanto o torcedor sofre, os boleiros pensam naquilo. Amor ao clube é coisa só de apaixonado. E o Marcos Rocha deixando o campo daquele jeito, como se fosse o Nelinho ou Djalma Santos, esbravejando para o mundo inteiro ver? Será que ninguém dirá a esse moço da insignificância dele perto da grandeza do glorioso Atlético Mineiro? 

A torcida do Galo é única. Não tem nada parecido no mundo. Paixão demais, empolgação sem limites para um time que, convenhamos, a gente nunca sabe se vai se comportar como o campeão da Libertadores ou aquele que levou seis gols do maior rival, ou, ainda, esse que ficou acanhado diante do Raja Casablanca.

Francamente... A gente não pode viver sem clube, política e religião, mas, tem de se proibir a vida inteira de discutir os três temas e, à medida  que o tempo passa, fazer como marido e mulher: DR – discutir a relação... Mais amor, menos paixão; mais paciência, menos excitação.

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