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O engenheiro, o rabecão e a morte

O engenheiro, o rabecão e a morte

06/05/2013 às 02:13

Se tivesse de escolher minha profissão por mais um milhão de vezes gostaria de voltar repórter. Atenção: repórter é um cargo, a profissão é radialista ou jornalista, mas, sem querer menosprezar as outras funções, sempre acreditei que a verdadeira alma de um veículo de comunicação é o repórter. Aquele que vai atrás da notícia, investiga mesmo as informações mais duvidosas e, quando ao final de um dia de angústia e exaustão, em vez de relaxar, passa a viver a expectativa de ver repercutir seu trabalho no dia seguinte. Mas, se tivesse de voltar repórter, gostaria muitíssimo de só lidar com questões ligadas à cidade, ao meio ambiente, quem sabe economia e até política. Por uma serie de injunções, faço mais polícia que qualquer outra pauta. E confesso que começo a sentir preguiça, melhor, cansaço de repetir as tragédias, avisar que só piora e não perceber a resposta na altura que o momento exige. Vejamos duas notícias recentes: o assassinato do jovem engenheiro químico dentro de um ônibus é destas histórias que só se vê no cinema. Um marginal entra no ônibus em meio aos demais passageiros em Poços de Caldas e, no meio do caminho, anuncia o assalto. Começa a tomar todos os pertences de valor dos 38 passageiros quando, por acidente, esbarra no João Gabriel, de 25 anos, que é executado à queima roupa. O bandido continua dominando a situação, desce em Oliveira, mas, antes, ordena que o veículo siga até Belo Horizonte, sob pena de outros assassinos, que o estariam acompanhando, atirarem em mais pessoas. A gente não pode sequer sofrer junto com a namorada, em cujo colo João morreu. Ou com parentes e amigos dele. É que a falta de rabecões na cidade provocou mais estragos nos últimos dias. Nas mais diversas regiões tem gente reclamando que o cadáver já decompõe e não aparece um carro para buscar. A polícia informa apenas que dos três existentes para atender a uma região metropolitana de 5,5 milhões de habitantes, dois estragaram e, portanto, só um executa o serviço, ainda assim privilegiando casos de homicídios e acidentes. Como eu gostaria de prometer à família de João o meu empenho para cobrar investigações, mas, se não temos rabecões, como vamos esperar um trabalho sério e rápido da policia judiciária?

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