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O dilema entre o limão e o mamão

O dilema entre o limão e o mamão

Se o problema é intestino, sabemos que limão prende e mamão solta. Mas, quando tratamos de segurança pública, fica cada vez mais evidente que uma instituição prende e várias outras, por atos ou omissões, soltam. Temos mais dois casos em que militares detiveram homens perigosos e armados, os encaminharam à delegacia e, horas depois, já os encontravam pelas ruas. A primeira ocorrência foi na divisa dos municípios de Bicas e Igarapé, no final de semana. Populares pediram providências a uma patrulha contra um rapaz que, segundo eles, é matador, perigoso e estava armado. Os militares levaram o acusado para a delegacia. Horas mais tarde, quando deixavam serviço, avistaram o mesmo cidadão livre, leve e solto nas ruas. Diante da reclamação, o delegado que preso e arma disse que havia muita dúvida, pois os policiais não apresentaram testemunhas e o acusado? Chorou muito na delegacia, dizendo que era inocente. Na terça-feira, outro caso horroroso: um sítio no Bairro Jardim Encantado, em Vespasiano, foi invadido por um maluco, de arma em punho, exigindo que um dos presentes dirigisse o carro em alta velocidade para ajudá-lo a escapar da polícia. Tenso, gritando muito, ameaçando o tempo todo, acabou pulando do automóvel em alta velocidade e foi detido. De novo. A comandante do batalhão da região, tenente-coronel Cláudia, disse que o mesmo cidadão fora preso um dia antes, em companhia do primo, acusado de assalto. Alguém precisa investigar se os militares precisam ser treinados ou os civis acordados. Não dá mais para aceitar esse suco em que a PM banca o limão e a Civil, a Justiça e os advogados atuam como mamão... É algo tão irritante que parece brincadeira de 1º de abril.