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O buraco, agora, é mais embaixo!

O buraco, agora, é mais embaixo!

06/05/2013 às 02:13

A Prefeitura publica nos próximos dias o edital para a construção de estacionamentos subterrâneos em Belo Horizonte. Inicialmente, havia a previsão de que a licitação estaria nas ruas em março, mas, dada a complexidade do processo, agora é que os interessados conhecerão detalhes de como participar para a construção de garagens embaixo das áreas mais movimentadas da capital.

Antes, em janeiro, a PBH fez uma consulta pública para que o mercado conhecesse a proposta, tirasse suas dúvidas e também fizesse sugestões. Segundo Marcelo de Lima Santiago Faulhaber Campos, secretário municipal de Desenvolvimento, por sugestão da Sudecap – Superintendência de Desenvolvimento da Capital só poderão participar empresas que tenham experiência em construção de garagens subterrâneas ou metrô, considerando o caráter delicado das obras. Outra definição é a de que quem entrar na concorrência deve estar preparado para assumir a construção, a implantação, a gestão, a manutenção e a operação do serviço. Assim, é bem provável que os interessados formem consórcios e, segundo o secretário, fica garantido que as obras serão bem feitas.

Os estacionamentos terão largura interna de 14 metros, no caso das ruas mais estreitas, e 28 metros, em ruas de largura maior. As obras deverão ser feitas a céu aberto e, posteriormente, será feito o reaterramento para a recuperação de vias e calçadas. A princípio, há a previsão de 3.400 vagas, distribuídas em oito estacionamentos, mas a construção deles será feita de forma progressiva, para evitar mais estresse numa cidade que já sofre com os trabalhos para a implantação do BRT.

Quem vencer a eleição vai bancar todo o custo de implantação e depois poderá operar as vagas por 25 anos. Já se sabe até quanto deverá custar a hora de estacionamento nas vagas subterrâneas: o valor inicial, de 7 reais, foi corrigido para 7,90 e poderá sofrer novos ajustes até o efetivo oferecimento do serviço. A justificativa da Prefeitura é claro que se baseia na falta de espaço para tantos veículos nas ruas e avenidas das áreas mais centrais. Ozias Batista Neto, consultor em assuntos de tráfego e trânsito, tem dúvidas: “Eu queria saber mesmo é o que a Prefeitura quer de fato, se reduzir a presença de carros no centro ou oferecer condições para acomodá-los; também gostaria de saber quais são os projetos para o futuro e, principalmente, pedir urgência na implantação de transporte público mais eficiente”.

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