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O acolhimento incomparável

Sempre defendi que as universidades têm uma inadiável obrigação para com a comunidade que a cerca: a extensão útil, palpável, com duplo resultado.

26/08/2013 às 09:43

Sempre defendi que as universidades têm uma inadiável obrigação para com a comunidade que a cerca: a extensão útil, palpável, com duplo resultado – o aprendizado, do fazer e do conviver, para o estudante e os resultados práticos para as pessoas que, na maioria dos casos, não tiveram a mesma oportunidade de chegar a um curso superior. O que a Fumec está realizando no Instituto Médico Legal de Belo Horizonte é o melhor exemplo de iniciativas que fazem bem a todos. Desde o dia 27 de abril, 27 alunos do curso de psicologia são voluntários no acolhimento a pessoas que, nos momentos de luto e dor, precisam usar serviços do IML, como reconhecimento de cadáver ou exame de corpo delito. Atualmente, os futuros profissionais já levam orientação e palavra amiga a 30 por cento das pessoas que vão diariamente ao instituto. Por enquanto, os alunos estão atuando de 8 às 18 horas, de segunda a sexta-feira, mas, a intenção é tornar o serviço disponível 24 horas, nos sete dias da semana.

O professor Tadeu Sampaio coordena o programa e é só otimismo. Com razão. No começo, houve certo mal estar entre universitários e funcionários, mas, “aos poucos, as coisas foram se ajeitando, cada um achando o seu lugar e hoje tudo vai cada vez melhor”. O apoio do diretor do IML foi fundamental. E inteligente. Sabemos que o instituto é ligado à Polícia Civil, que tem todas as dificuldades financeiras possíveis. Assim, como recusar ajuda especializada e de graça. Os estudantes são distribuídos de acordo com o semestre em que estão matriculados, cabendo aos mais novos o tradicional  “posso ajudar?” isto é, recepcionando quem chega e oferecendo informações básicas. Outros cuidam de acompanhar a pessoa escolhida pela família para o reconhecimento de cadáver, momento de inimaginável dor. Há, também, aqueles que acompanham vítimas de abusos ou agressões e precisam fazer exames que, mais tarde, contribuirão para o trabalho policial de punição dos responsáveis.

Depois de que tratei do assunto no rádio, recebi e-mail de Evandro Moura que perdeu irmão recentemente e ficou traumatizado com o tratamento recebido no IML, desde o porteiro, “que ofereceu serviços funerários” até o funcionário que o acompanhou no reconhecimento e que, segundo ouviu dizer, era um preso prestando serviços. Diz ele e eu repito aos professores e alunos da FUMEC: parabéns.

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