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Nosso lixo, nossa vergonha

Nosso lixo, nossa vergonha

06/05/2013 às 02:13

A Prefeitura de Belo Horizonte está mesmo disposta a fazer circular por toda a cidade o “lixômetro”, um recipiente transparente que foi testado na Praça Sete para mostrar à população toda a sujeira que ela produz e, ao mesmo tempo, tentar nos convencer do mal que fazemos quando jogamos  qualquer coisa em todos os lugares públicos.

O secretário de serviços urbanos, Pier Senesi, diz que o impacto causado pelo acúmulo de 32 metros cúbicos – equivalentes a nove toneladas – em apenas cinco dias não foi o suficiente para sensibilizar e os garis continuam varrendo a mais central de nossas praças 14 vezes por dia. É isso mesmo: durante 24 horas, 14 varrições. Por isso, ele agora quer tornar itinerante o “lixômetro”, com o objetivo de torná-lo o mais visível possível em cada uma das regionais e, depois, retornar à Praça Sete para continuar a campanha de educação.

Na verdade, a Prefeitura nos deve uma grande discussão sobre o lixo há pelo menos 40 anos. Desde a criação do hoje já saturado aterro da BR 040 que estamos esperando uma definição sobre outro lugar para colocar os cerca de 3,8 milhões de toneladas que 2,5 milhões de pessoas produzem em Belo Horizonte.

Atualmente toda essa sujeira é depositada no Centro de Tratamento em Resíduos Macaúbas, em Sabará – mediante pagamento mensal pelo aluguel da área. Além de ser o único local destinado a receber todo o lixo produzido em nossa cidade, o aterro foi construído às margens do Rio das Velhas. Mas a preocupação não é apenas com relação ao deposito do lixo, mas a própria forma como essa questão é gerenciada em nossa cidade.

Um estudo da organização mundial PriceWaterhouseCoopers, encomendado pela Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana (ABPL) e pelo Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur), constatou que Belo Horizonte, dentre 14 cidades pesquisadas no Brasil e no exterior, é a capital que tem o menor gasto com esse setor. E mais: hoje, metade do lixo, que está na região Leste da cidade, vai direto para Sabará; a outra metade é recolhida por caminhões, levada ao antigo aterro lá nas proximidades da Ceasa e, em seguida, em carretas, segue atravessa toda a capital para chegar ao destino mesmo destino – a cidade histórica.

O ex-prefeito Fernando Pimentel tentou um acordo com Esmeraldas, pelo qual o município vizinho receberia nosso lixo e determinada quantia em dinheiro, mas houve reação da população de lá. Em verdade, existem três coisas sem as quais não vivemos, mas que, definitivamente, não queremos perto de nossa casa: aterro sanitário, cemitério e cadeia. É preciso atitude. Quem se omitir será julgado pela história.

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